quinta-feira, 2 de abril de 2020

PE. CORREIA DA CUNHA - 43 ANOS DE SAUDADE












IN MEMORIAM

PADRE CORREIA DA CUNHA

2 ABRIL 1977- 2 ABRIL 2020

43º ANIVERSÁRIO



O desenlace ocorreu do dia 2 de Abril de 1977, no seu quarto do Mosteiro de São Vicente de Fora, sendo o corpo levado para o cruzeiro da monumental igreja, onde ficou exposto à visitação pública, com guarda de honra efectuada pelos acólitos da comunidade paroquial. Começaram a chegar então vários amigos das mais variadas instituições da cidade de Lisboa e membro das actividades paroquiais, que ficaram em vigília durante toda a noite.

No dia seguinte (Domingo de Ramos) formaram-se longas filas de pessoas que o queriam ver, pela última vez, aquele que consideravam mais que um amigo, mais que um benemérito, mas um grande Pai Espiritual. 

Os que, pela distância, não puderam chegar a tempo, enviaram sentidas mensagens de condolências.

Depois da missa exequial celebrada pelo Sr. D. António Ribeiro, Cardeal Patriarca de Lisboa, no momento em que estavam sendo feitos os preparativos para a remoção do corpo para o Cemitério do Alto de São João, o Monsenhor Moreira das Neves recordou o Padre Correia da Cunha como um dos grandes liturgistas, lendo do livro Pascha Nostrum da autoria do Padre Correia da Cunha a liturgia desse Domingo de Ramos terminando assim: - Esta procissão recordar-nos-á a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém: «Bendito seja o que vai ao encontro do Senhor».

O Padre Correia da Cunha projectou-se como homem de acção, tornando-se grande clérigo, como capelão da Armada Portuguesa, das Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento e Pároco de São Vicente de Fora. Foi membro de diversas entidades Culturais e Beneficência como o Grémio Literário, Lions Clube, Amigos de Lisboa… trabalhando com vivacidade e desprendimento, sempre visando o homem comum. Sabia ser amigo de seus Amigos e tinha-os em todas as camadas sociais, tratando-os sempre em primeiro lugar como “seus semelhantes”. No dia que passam 43 anos do seu falecimento não podíamos deixar de expressar esta respeitosa homenagem!


REQUIEM AETERNAM DONA EI DOMINE, ET LUX PERPETUA LUCEAT EI. REQUIESCAT IN PACE AMEN.














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quarta-feira, 1 de abril de 2020

PE. CORREIA DA CUNHA - JOC «OS REVOLTADOS» II












«O TRABALHO É VIVER: VIVER É TRABALHO»


Mergulhados nas incertezas, nos temores e nas angústias dos dias presentes…. Cumpro um dia mais de recolhimento e isolamento, ajudando a disseminar esta terrível epidemia do coronavírus. Mais uma etapa na progressão das nossas vidas, em direcção à meta assinalada pelos nossos destinos. Todos já vivemos momentos de aflições. Desta vez a nossa irrevogável vontade de vencer todos os obstáculos impostos pela incerteza dos terríveis momentos, só pode ser gerida como um convite para uma pausa, isolamento e reflexão sobre o mundo que vamos deixar na nossa travessia geradora de vida. É olhando da minha janela para o murmúrio do silêncio das ruas e praças, que alertam para os enigmas misteriosos da vida que escrevo este texto.

Este coro falado que hoje publico, da autoria do jovem seminarista Correia da Cunha. foi escrito na década de 30, do século passado. O estado novo acabava-se de implantar, vivia-se ainda o rescaldo das muitas lutas dos últimos tempos da primeira república. Portugal era um país pobre.







Uma juventude operária revoltada, inquieta e ansiosa. Um tempo em que os que trabalhavam não se sentiam felizes. O trabalho era penoso e escravizador tornando-se numa contingência triste da vida.
Os jocistas queriam progredir pelo próprio esforço. Labutavam por uma vida digna, sempre movidos pela fé em Jesus Cristo e na esperança de que o amanhã seria melhor. Será que a dignidade esta juventude operária era o trabalho sem reivindicações? Eram tempos fáceis para se venerar e obedecer…. Bastava cumprir sem se pensar em direitos.

O fundamento da JOC era congregar a juventude operária católica, beneficiando-a de sentimentos de vida espiritual. Esta obra de abnegados estóicos obreiros da doutrina cristã apontava o caminho a muitos jovens operários para lutarem por um ideal: um Mundo Novo.
Todos os que lutam por ideais de excelência são operários, pois são eles a base de todo o sistema sócio- económico. É dos operários e trabalhadores que depende todo o desenvolvimento da progressão humana.

Era preciso colocar os jovens operários no verdadeiro caminho da sua vocação, fazendo, na vida de trabalho um sacerdócio e uma abnegação.
O trabalho sempre foi uma santa Virtude.





OS REVOLTADOS



1º Corista dos revoltados
- O trabalho é duro!
Coro dos Revoltados
- É duro! É duro! É duro!
1º Coro
- É pesado. É esmagador!
Coro
- É esmagador!
1º Coro
- Pesa como a canga.
Coro
-É esmagador!
1º Coro
Sobre os nossos ombros!
Coro
- Esmaga e mata!
1º Coro
- Somos trabalhadores! Não! Somos escravos!
Coro
- Somos escravos!
1º Coro
-Já não podemos levantar a cabeça
Coro
- Somos escravos!
1º Coro
- Os nossos corpos dobram-se ao peso do trabalho
Coro
- Somos escravos!
1º Coro
- Somos párias desprezíveis
Coro
- Somos párias!
1º Coro
- O rancor dos volantes, o estudor das bielas embrutece-nos!
Coro
- Somos párias!
1º Coro
-  Enlouquece-nos
Coro
- Somos párias!
1º Coro
-  Mata-nos
Coro
- Somos párias. Párias. Párias!!!
1º Coro
-  O nosso trabalho é duro!
Coro
- Sim! É duro!
1º Coro
- O nosso trabalho é duro!
Coro
- Sim! É duro!
1º Coro
- O nosso trabalho é duro! É insuportável!
Coro
- Sim! É insuportável!
1º Coro
- Viver assim não é viver!
Coro
- Não é viver!
- Maldita! Seja a vida!
Coro
- Maldita! Maldita!



1º Coro
- Camaradas de todas as nações quebrai as vossas grilhetas!
   Escravos não vos deixeis esmagar!
   Pensai que sois homens!
   Pensai que sois os mais fortes!
   Tornai-vos homens livres!
Coro
- Livres! Livres! Livres!
1º Coro
- Na luta sem quartel entre senhores e escravos. Decidam as armas,
   Decida a força!
   Tornai-vos livres!
Coro
- Livres! Livres! Livres!
1º Coro
- Às armas! Quem quer pegar em armas?!
Coro
- Nós!!! Às armas, às armas!
  Às armas para a luta!
  Às armas para a vitória!
  Queremos ser livres!
  Livres! Livres! Livres!
1º Coro
- Povo trabalhador, levanta-te para combater!
Coro
- Guerra! Guerra! Guerra!
1º Coro
- Guerra ao mundo que nos oprime!
Coro
- Estilhacemos o mundo!
1º Coro
- Ela aí vem, a Juventude; É o turbilhão é a tempestade a subverter o mundo!
Coro
- Guerra! Guerra! Guerra!
(Colunas de Jocistas avançam, cantando o Hino da conquista)


Coro Jocista
- Queremos passar! Queremos passar!  Somos a JOC!
Multidão
- Viva! Viva!
Corista dos revoltados
- Quem sois vós?
Coro jocista
- Somos os Jocistas
Corista dos revoltados
- Quem são os Jocistas?
Dirigente Jocista
- Jocistas, dizei quem sois!
Multidão
- A Juventude!
Dirigente Jocista
- Dizei quem sois!
Multidão
- A Juventude operária!
Dirigente Jocista
- Dizei quem sois!
Multidão
- A Juventude operária cristã!
Dirigente Jocista
- Jocistas que quereis vós?
Multidão
- Puros!
Dirigente Jocista
- Puros e…
Multidão
- Altivos!
Dirigente Jocista
- Puros, altivos e…
Multidão
- Alegres!
Dirigente Jocista
- Puros, altivos, alegres e…
Multidão
- Conquistadora!
Dirigente Jocista
- Jocistas, quem sois vós?
Multidão
- Somos a Juventude, Operária, Cristã, Pura, Altiva, Alegre e Conquistadora!
Dirigente Jocista
- Juventude Operária cristã, o que é que tu queres?
Multidão
- Uma nova Juventude!
Dirigente Jocista
- Uma nova juventude para quê?
Multidão
- Para um mundo novo!
Dirigente Jocista
- Um mundo novo para quem?
Multidão
- Para Jesus Cristo!
Dirigente Jocista
- Para Jesus Cristo…
Multidão
Rei! Rei! Rei! Viva!
Coro Jocista
- Quem amaldiçoou aqui, o trabalho e a vida?
Corista dos revoltados
- Nós os escravos! Nós os oprimidos! Nós os sem direitos! Nós os esmagados! Nós os párias! Nós os escravos!
Coro Jocista
- Mas nós não somos escravos! Mas nós não somos párias!
Multidão
- Somos a Juventude Operária Cristã!
Dirigente Jocista
- A Juventude Operária Cristã ergue a fronte, olha para o céu com alegria.
   Depois de tantas noites de trevas sem estrelas, nós somos a aurora, nós somos o sol que nasce.
Coro Jocista
- Nós somos o dia!
Corista dos revoltados
- Nós somos os escravos! Nós somos os párias!
Coro Jocista
- Nós somos a altiva Juventude Operária Cristã!
Corista dos revoltados
- Sois miseráveis operários como nós!
Dirigente Jocista
- Jocistas! Dizei-lhes o nome daquele que foi operário como nós.
Multidão
- Jesus Cristo!
Dirigente Jocista
- Saudamos o trabalho!
Coro Jocista
-Glória ao trabalho!
Dirigente Jocista
- O trabalho é uma honra.
Coro Jocista
- Glória ao trabalho!
Dirigente Jocista
- O trabalho é uma nobreza!
Coro Jocista
- Glória ao trabalho!
Dirigente Jocista
- Mineiros valentes, na treva das galerias subterrâneas, ferreiros a bater o ferro com os vossos pesados martelos. Pedreiros erguendo paredes. Fogueiros que vos deixais queimar diante das fornalhas candentes, carregadores ao sol e à chuva na lama dos cais, carpinteiros com vossas serras estridentes, caixeiros, escreventes, dactilógrafos nos vossos armazéns nos vossos cubículos insalubres. Tecelões no ruído ensurdecedores dos teares, operários de milhares de fábricas, trabalhadores de todos os misteres. Aqui está quem vos saúda!
Multidão
- A juventude Operária Cristã!
Dirigente Jocista
- Nós conhecemos
   a força criadora, a alta nobreza, o valor eterno, a vocação divina do trabalho e da vida!
Coro Jocista
- Nós
Dirigente Jocista
- Pelo trabalho nós ganhamos o pão dos pais, da mulher, dos filhos!
Coro Jocista
- Nós
Dirigente Jocista
- Pelo trabalho nós fazemos a prosperidade do país, a fartura do povo, a riqueza do mundo!
Coro Jocista
- Nós
Dirigente Jocista
- Pelo trabalho nós queremos servir a Deus entrar no reino de Cristo!
Coro Jocista
- Nós, Nós!
Multidão
- Nós
Corista dos revoltados
- Há milhões de homens que vos combatem!...
Dirigente Jocista
- Jocistas dizei. Quem combate ao vosso lado?
Multidão
- Jesus Cristo!
Corista dos revoltados
- O vosso inimigo tem em suas mãos todo o poder!
Coro jocista
- Não importa! A vitória será nossa!



Multidão
-Será nossa!
Corista dos revoltados
- Eles têm o dinheiro e a força das armas!
Coro jocista
- Nós temos a confiança e a fé!
Corista dos revoltados
- Ninguém apoia os vossos esforços!
Coro jocista
- É a nossa acção que nos torna
Multidão
- Fortes
Corista dos revoltados
- Vós sois um pequeno número!
Dirigente Jocista
- Jocistas dizei. Quantos eramos há dez anos?
Multidão
- Menos de quinhentos
Dirigente Jocista
- Quantos somos hoje?
Multidão
- Cem mil!
Dirigente Jocista
- Quantos seremos amanhã?
Multidão
- Milhões!!!

------- aplausos ------------


Dirigente Jocista
- Brademos aos quatro ventos da terra.
Coro jocista
- Brademos! Brademos! Brademos!  Eis que rompe a aurora dos tempos novos!
Dirigente Jocista
- De todos os horizontes, de todos os países do mundo eis que avança em torrente.
Multidão
- A juventude! A juventude operária! A juventude Operária Cristã.
Coro jocista
- A JOC vai crescendo, vai crescendo, vai crescendo. Dentro em pouco será jocista o mundo inteiro.
Multidão
- O mundo inteiro jocista. Viva! Viva!
Dirigente Jocista
- Aos obreiros da primeira hora, aos primeiros combatentes das mais rudes batalhas.
Coro jocistas
- Honra e Glória!
Dirigente Jocista
- Glória aos heróis de valentia indomável que tudo arriscaram intrépidos todas as zombarias!
Coro Jocista
- Honra e Glória aos primeiros jocistas!
Multidão
- Honra e Glória!
Dirigente Jocista
- Jocistas de hoje. Honra e glória aos veteranos da JOC
Multidão
- Honra e Glória!
Dirigente Jocista
- Conservemos viva a memória dos nossos queridos militantes que deram sua vida e ofereceram ao Senhor na sua morte pelo triunfo da JOC.
Multidão
- Glória! Glória! Glória!
Dirigente Jocista
- Honra aos nossos caros assistentes que em nome da Igreja nos abrem as fontes da Graça e nos lançam à conquista do mundo trabalhador!
Multidão
- Vivam! Vivam!



Dirigente Jocista
- Jocistas. Com jubiloso reconhecimento e com a feição filial, façamos o nosso juramento de obediência amorosa de submissão devota e sem reservas à Santa Igreja de Cristo! Façamos o nosso juramento ante os chefes supremos da AC: - os nossos Bispos bem-amados que todos respeitamos e veneramos. Foram eles que confiaram à JOC e aos seus animadores o apostolado do mundo operário. Façamos o nosso pensamento ante Sua Eminência o Cardeal e Suas Excelências os Bispos.
Coro Jocista
- As juventudes Operárias Cristãs juram-vos obediência confiante.
Multidão
- (de braço estendido) Juramos!
Dirigente Jocista                                    
- Juventude Operária com o coração a transbordar de alegria nesta festa jubilar aclamemos. Aquele que fundou a Acção Católica.
Coro Jocista
- O PAPA
Multidão
- Viva o Papa!
Dirigente Jocista
- O Papa, que deseja ver jocista o mundo inteiro!
Multidão
- Viva o Papa!
Dirigente Jocista
- O papa para quem nunca será demasiado o nosso reconhecimento e o nosso amor!
Coro Jocista
- O Papa! O Papa! O nosso Papa!
Multidão
- Viva o Papa! Viva! Viva! Viva!
Dirigente Jocista
- Nenhuma palavra pode exprimir o que sentimos nesta hora. Irmãos Jocistas de mãos juntas e de joelhos em terra, oremos ao Senhor:
Coro Jocista
- Senhor, nós. Vos agradecemos porque no-lo destes!
Multidão
- Graças, Senhor, graças!
Coro Jocista
- Guardai o Senhor, conservai-o longos anos ainda!
Multidão
- Conservai-O. Oh. Senhor longos anos ainda para Vós, para a Igreja para nós! Viva o Papa! Viva o Papa! Viva o Papa!














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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

PE. CORREIA DA CUNHA - J.O.C '' NOVA JUVENTUDE'' I












 A NOVA JUVENTUDE


No dia 25 de Julho do ano de 1935 teve lugar na cidade de Bruxelas o I Congresso dos «Jocistas», estando presentes cerca de cem mil membros desta organização católica. Fizeram-se representar neste evento países como França, Canadá, Espanha, Polónia, Inglaterra, Portugal…

Para solenizar esta magna assembleia jocista, Portugal representou um coro falado, idealizado e escrito pelo jovem seminarista Correia da Cunha, que irei aqui postar ao longo dos próximos meses.

A escrita constituiu sempre uma das grandes inclinações do jovem Correia da Cunha. Já no seminário concebia cadernos e práticas de redacção capazes de despertar nos colegas efectivos estímulos na arte de bem escrever.



Este coro falado – A NOVA JUVENTUDE – escrito por si, com apenas 17 anos, para apresentação nesse grande evento da JOC revela uma notável produção intelectual, mas de  grande simplicidade e genialidade.

Como sacerdote viria a revelar-se como um homem de grande amor à vida. Sempre viveu com um enorme afecto à leitura das grandes obras clássicas da literatura, da filosofia e da teologia. Usava a língua portuguesa de forma exemplar, como era próprio da sua competência linguística, comunicativa, discursiva e textual. Foi um notável poeta, teatrólogo, cronista e exímio tradutor dos rituais da liturgia em latim para a língua de Camões, segundo os preceitos do Concilio Vaticano II.



Recordo que o jovem Correia da Cunha ao terminar os seus estudos teológicos com apenas 22 anos, e não tendo a idade canónica para ser ordenado, foi professor de latim no seminário, para os seminaristas de vocação tardia.

Criei-me tendo o privilégio de lhe acompanhar os passos e as imensas conversas informais na paróquia e nos muitos ambientes sociais que frequentava. Faço coro às palavras que ouvi a muitos homens de letras que lhe reconheciam a sua singular inteligência e perspicácia, e uma força indomável na arte de bem-fazer bem, tendo enraizado muitas amizades nos Lions Clube, no Grupo Amigos de Lisboa e Grémio Literário, que assiduamente frequentava.




Na peça escultórica inaugurada no centenário do seu nascimento estão ali representados três símbolos: O corvo simbolizando a astúcia, a cura, a sabedoria, a fertilidade e esperança. A coluna símbolo da verticalidade, solidez, força e energia para sustentar a comunidade dos homens. O cigarro operador da memória retrospectiva, contemplativa herança dos motivos melancólicos do fumo, seu fiel e inseparável turíbulo.



A este clérigo nunca lhe faltou a majestade da figura, a elegância das atitudes e dos gestos. As suas improvisações nas práticas dominicais eram sempre eloquentes, cunhadas em bom estilo literário, cheias de imagens sóbrias e singelas. Como orador sedutor foi um mais perfeitos que já ouvi.








A NOVA JUVENTUDE

(Coro falado)

Introdução

Dirigente Jocista:

Soai trombetas! Ressoai alto e claro!
Cantai a nossa festa!
Cantai a nossa vitória,
A vitória de todos os jocistas do mundo!
(ouve-se o toque festivo de trombetas egípcias)

Dirigente:
- Trombetas, levai a toda a parte,
A saudação de boas vindas!
Levai a saudação fraterna
aos jocistas do mundo inteiro!
(cessam as trombetas)

Dirigente
- Eminências! Excelências!
Os jovens trabalhadores cristãos
Apóstolos e conquistadores da classe operária
acatando a vossa autoridade espiritual
que é a do próprio Cristo Operário e Rei, pedem-vos
licença para inaugurar esta grandiosa manifestação
por uma oração e por um cântico
- a oração Jocista e o hino jocista –
Camaradas da Flandres e da Valónia
Camaradas da Holanda, da França, da Suíça,
Do Canadá, da Itália, de Portugal e da Espanha
que a nossa oração neste dia
suba até ao trono de Deus!
Seja da; ante os representantes da Igreja
numa oferta nova e total
do nosso ser,
do nosso coração
ao operário Divino,
ao Chefe,
ao salvador de todos os jovens operários,
ao verdadeiro  fundador da JOC,
ao Deus de Paz e de Amor
a Nosso Senhor Jesus Cristo!
(a multidão reza em coro rítmico a oração Jocista)

Dirigente

- E agora, camaradas,
Para que se saiba em toda a parte
quanto  vos orgulhais do vosso movimento
e quanto vos sentis felizes
ao celebrar o seu décimo aniversário
aqui a voz, cantai o hino jocista!
Que ele acorde todos os ecos
Deste stadium
da nossa capital,
do nosso país,
da terra inteira!
(a multidão canta em coro o hino jocista)

Dirigente:

- Camaradas, nesta hora solene
Em que nos achamos reunidos
na Paz e na alegria,
Recordemos, antes de tudo,
os milhões de moços operários
para os quais ainda não brilhou,
a encher-lhes o sol da vida
o nosso Ideal.
Recordemos também
Qual era em nossa terra,
antes de existir a JOC
a sorte dos jovens  trabalhadores.
Ignoraram todos eles
as nossas alegrias espirituais.
Ninguém se compadecia
do seu abatimento moral.
Estavam abandonados sem defesa
A todas as sugestões do mal,
A todos os rancores,
A todas as revoltas.
- Nós que fomos salvos…

Coro jocista:

Salvemos os nossos irmãos!














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