sexta-feira, 20 de novembro de 2009

PE. CORREIA DA CUNHA A ‘ALMA’ DAS COISAS...

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‘’ Seremos dignos… das maravilhas de Deus’’


Para Padre Correia da Cunha as coisas tinham ‘alma’.Quando adolescentes e arrebatadamente batíamos uma porta, éramos de imediato energicamente advertidos e levados a descobrir tudo o que aquela porta reflectia e o seu encantador processo de transmutação.
Padre Correia da Cunha começava assim:

- Um dia uma pequena semente foi lançada à terra. A semente absorveu a água do meio, aumentou de volume e consequentemente irrompeu a raiz na direcção do solo e no sentido oposto desenvolveu-se um pequeno caule folhoso. O sol e a chuva ajudaram a crescer aquele pequeno arbusto. Foram muitas primaveras e muitos invernos para que o pequeno caule se desenvolvesse e se tornasse numa grande e bela árvore.

Quando dava este ''sermão'', Padre Correia da Cunha lembrava um provérbio japonês que dizia: ‘’Um carvalho leva 300 anos a crescer, 300 anos a manter-se adulto e 300 anos a morrer’’.

Na natureza as árvores eram muito importantes, porque era no seu habitat que se abrigavam muitos seres. Davam frutos para alimentar os animais e produziam madeira de excelente qualidade.

Quando adultas, os homens procediam ao seu corte e com os seus troncos eram efectuadas excelentes tábuas de madeira, que com grande arte, dedicação, esforço e amor do trabalho, os carpinteiros transformavam em magníficas peças de arte. A esta porta, que é uma maravilha, foi-lhe atribuída a função de proteger esta sala. A própria cor que lhe foi dada, o desbotamento dessa cor, as nódoas… repare-se, veio de fora, e é isso que, mais que a sua essência de madeira, lhe dá a ‘alma’. O íntimo dessa ‘alma’, que é o ser porta, também lhe foi dado de fora, e constitui a sua personalidade…

- Vocês, umas bestas, com toda essa violência, querem destruir a adorável, amorosa e morosa obra do Criador e dos homens nossos irmãos!

Pergunto:

- Sereis dignos de utilizardes as coisas maravilhosas que Deus coloca ao vosso dispor?


Hoje, creio que não havia erro humano de Padre Correia da Cunha em atribuir ‘alma’ às coisas que chamamos inanimadas.
Padre Correia da Cunha aprendera desde muito jovem a ter o maior respeito e cuidado pelas coisas, que lhe eram colocadas ao seu serviço.

Quero recordar hoje a história que sempre acrescentava, para melhor apreendermos esta sua maravilhosa prelecção:

- Monsenhor Pereira dos Reis, reitor do meu seminário, mandava colocar maçanetas em madeira de balsa nas portas dos dormitórios. Este tipo de madeira leve apresentava uma fraca resistência. Não suportava e destruía-se perante uma força violenta por parte dos jovens seminaristas. Desta forma todos éramos educados a procederemos à abertura das portas com muita delicadeza e suavidade, caso contrário ficaríamos condenados a não poderemos entrar nessas dependências do seminário.

Como já referi Padre Correia da Cunha recordava com muito respeito e especiais saudades seu grande educador e pastor de jovens. Todos os seminaristas do seu tempo lhe reconheciam a sua maneira viva de formar inteligências. Padre Correia da Cunha procurava ser seu seguidor nesses domínios.




O EXAME DE CONSCIÊNCIA IV



Deveres dos estudantes

- Fui respeitador e obediente para com os meus mestres?
- Estudei com seriedade? Aproveitei bem o tempo?
- Estudei por amor ao saber ou unicamente para passar o ano?
- Critiquei, sem gravíssimas razões, os meus professores?
- Fomentei a indisciplina e a leviandade?
- Trabalhei com o desejo de realizar amanhã os planos de Deus, ou apenas pelo orgulho de saber, por vaidade?
- Fui preguiçoso?
- Troquei os livros de estudo, por livros maus ou mesmo só de distracção?
- Troquei o dever pelo cinema ou por outros espectáculos?
- Perante os colegas, tomei consciência das minhas responsabilidades e ajudei-os a tomar consciência das suas?
- Fomentei conversas indecentes ou irreverentes?
- Fui e desencaminhei algum colega para lugares suspeitos?
- Procurei fomentar a boa camaradagem e a união entre todos?


Deveres dos pais para com os filhos

- Procurei conhecer bem cada um dos meus filhos?
- Estimo-os a todos igualmente ou tenho preferências injustificáveis?
- Tenho tido o cuidado em os alimentar, vestir e calçar consoante o nível social da nossa família?
- Fui exagerado neste ponto, cultivando os meus caprichos?
- Obrigo-os com mão amiga mas firme a cumprirem os seus deveres e a cuidarem de suas coisas, ou tenho-os substituído nos seus trabalhos?
- Dou-lhes demasiadas facilidades ou demasiado dinheiro?
- Soube fazer respeitar em mim a autoridade de Deus?
- Admoestei-os ou castiguei-os procurando realmente o seu bem? Ou fi-lo por paixão, sem o necessário domínio dos meus nervos, apenas para mostrar a minha superioridade?
- Fui indulgente para com as suas criancices, ou demasiado severo?
- Para com as faltas graves de carácter ou de moral tive a necessária severidade ou fui demasiado indulgente?
- Procurei conquistar-lhes a confiança? Desabafam comigo? Se o não fazem, porque é?
- Tenho procurado educá-los na franqueza e na generosidade?
- Fomentei neles a dedicação à família e a caridade e amizade sã fora dela?
- Vigiei a influência de fora, da escola, das companhias, do emprego, etc.?
- Tenho-lhes dado sempre o bom exemplo quer na vida religiosa, quer na vida moral e social?
- Tenho dado toda a compreensão e colaboração á minha mulher (ou ao meu marido) diante deles?
- Desautorizei minha mulher (ou o meu marido)?
- Procurei educar e dirigir a liberdade e personalidade dos meus filhos, principalmente dos adolescentes? Mostrei ter confiança neles, embora vigiando discreta mas lealmente o uso dessa liberdade?
- Pu-los de sobreaviso no que respeita ás crises de idade? Preparei-os para elas com delicada franqueza?
- Embora discretamente vigiei e dirigi as suas leituras e escolhi os seus divertimentos e espectáculos?
- Preocupei-me com as suas companhias?
- Tenho orientado devidamente a sua personalidade e a sua vocação? A respeito desta, esqueci-me alguma vez de que os filhos que Deus me deu não vieram ao mundo para fazer a minha vontade, mas a de Deus?
- Tenho tido o devido cuidado na sua formação e na sua prática religiosa?
- Aos filhos casados, tenho-lhes respeitado a sua autonomia?
- Não me meto demasiadamente na sua vida?
- Tenho tido ciúmes dos genros ou das noras? Fiz ou disse alguma coisa que os pudesse dividir?
- Se sou avô, não tenho tido demasiada vaidade nos meus netos? Não os tenho estragado com mimos? Tenho procurado manter as cristãs tradições da família?


Deveres dos esposos

- Amo verdadeiramente a minha mulher (ou o meu marido)?
- Procuro na verdade o seu bem, a sua alegria?
- Procuro que haja entre nós uma verdadeira compreensão e conhecimento da nossa personalidade?
- Preocupo-me com os seus gostos, com os seus desejos?
- Preocupo-me a sério com a sua saúde e o seu bem-estar?
- Acredito sinceramente na sua dedicação por mim, mesmo quando se não traduz em manifestações sensíveis?
- Sobrepus o amor à minha mulher (ou ao meu marido) a qualquer outra afeição, mesmo ao amor pelos filhos?
- Evitei-lhe todos os trabalhos desnecessários?
- Interessei-me pela sua vida religiosa e pelos seus problemas, profissionais, sociais e domésticos?
- Fomentei e favoreci uma verdadeira comunhão espiritual entre nós?
- Fomentei os seus esforços na prática da virtude e mesmo dos seus trabalhos?
- Tenho rezado com ela (ou com ele) e por ela (ou por ele)?
- Fui egoísta, caprichoso, impaciente?
- Tenho sido gastador?
- Tenho cuidado do meu arranjo pessoal e no arranjo da casa?
- Tenho evitado todo o motivo de discórdia?
- Fui fiel à minha mulher (ou ao meu marido) por pensamentos palavras e obras?
- Impedi ou permiti fosse impedida a fecundidade conjugal?
- Aconselhei, consenti ou colaborei em abortos?
- Alimentei amizades perigosas?


Deveres do cidadão

- Procuro sinceramente o bem do meu país?
- Cumpri escrupulosamente os meus deveres de cidadão?
- Votei segundo os ditames da minha consciência, procurando o bem da Cristandade e do meu país?
- Paguei honradamente os impostos?
- Aceitei responsabilidades públicas, quando isso foi do interesse da minha Pátria?
- Procurei agir e julgar como cristão os negócios públicos?
- Favoreci por todos os meios ao meu alcance a união, a concórdia e a paz entre os meus concidadãos?
- Alimentei a má-língua e o boato?
- Procurei privilégios e favoritismos?
- Servi-me de empenhos ou da minha situação para obter benesses que não me competiam?
- Servi-me do suborno para alcançar quaisquer regalias?


Deveres dos operários ou empregados

- Realizei conscienciosamente o meu trabalho ou serviço? Ou fui preguiçoso?
- Colaborei gostosamente com os meus chefes?
- Fui desobediente?
- Realizei o meu trabalho com a consciência de ser um colaborador de Deus na obra da transformação do mundo?
- Fui bom camarada, solidário e caritativo para com os outros?
- Trabalhei por fomentar o bem-estar e a paz entre todos?

- Procurei ser prestável a todos?
- Disse mal dos meus camaradas ou caluniei-os junto dos chefes?
- Critiquei os meus camaradas ou murmurei deles?
- Dei a todos, e especialmente aos mais novos, o bom exemplo do cumprimento do dever e da dedicação ao trabalho?
- Tive conversas obscenas ou maliciosas?







Deveres dos militares

- Amo sinceramente a minha Pátria?
- Tenho procurado conhecer os meus deveres de seu defensor?
- Tenho honra em servi-la como guarda das fronteiras, da justiça e da paz dentro e fora delas?
- Tenho cumprido os regulamentos da vida militar?
- Respeito, estimo e obedeço aos meus superiores?
- Faço os exercícios militares, mesmo os mais enfadonhos, com consciência de que me preparo para melhor servir os interesses de toda a Nação?
- Esquivo-me aos serviços e aos exercícios com manhas e mentiras?
- Respeito e estimo todos os meus camaradas, mesmo os menos simpáticos, não só por ser cristão, mas até porque só a união e a colaboração entre todos é garantia da força de um exército?
- Procuro ser bom camarada e prestável a todos? Procuro compreendê-los, principalmente aos meus inferiores?
- Evito conversas de má-língua, ou, pelo contrário provoco-as e alimento-as?
- Tenho tido ou admitido conversas indecentes ou obscenas?
- Cometi excessos na comida ou na bebida?
- Li ou dei a ler livros ou quaisquer publicações contrárias à religião ou à moral? Divulguei imagens obscenas? Ou guardei-as?
- Foi paciente com os meus camaradas?
- Irritei-me com algum? Estou zangado ou de relações cortadas com algum deles?
- Recusei fazer as pazes com algum?
- Ofendi algum com palavras ou gestos?
- Andei à pancada com algum?
- Fui a casas suspeitas? Incitei outros a irem lá? Tenho o mau hábito de as frequentar? Fiz alguma coisa para acabar com esse mau hábito?
- Tirei alguma coisa a alguém?
- Denunciei ou caluniei algum camarada?
- Defendi a honra e a fama de todos?
- Dei a todos o bom exemplo na prática cristã, na vida moral, no serviço e na disciplina?


Deveres dos chefes e patrões


- Pago aos meus empregados ou operários o salário justo, legal e humano?
- Interesso-me pela sua vida particular e pela sua situação familiar?
- Procuro conhecer cada um deles e as suas dificuldades morais e materiais? Faço-o com a devida delicadeza e descrição?
- Interesso-me pela sua saúde e bem-estar dentro e fora do trabalho?
- Favoreço e facilito a sua vida religiosa?
- Respeito a sua autonomia e a sua personalidade?
- Favoreço a sua instrução profissional e a cultura em geral?
- Considero-os como meus irmãos?
- Falo-lhes com delicadeza e respeito? Ou mostro-me soberbo e distante? Ou tenho familiaridades condenáveis sobretudo com empregadas?
- Procuro conhecer os meus deveres de chefe ou patrão cristão? Conheço a doutrina social da Igreja?


Terceiro: DEVERES PARA COMIGO MESMO

- Tenho sido simples natural?
- Deixei-me levar pelo orgulho ou vaidade?
- Quis ter sempre razão?
- Aceitei as críticas e observações com bom espírito?
- Reconheci com humildade as minhas faltas ou defeitos?
- Fui hipócrita ou fingido?
- Menti por covardia, simulação ou vanglória?
- Fui desinteressado a respeito dos bens terrenos?
- Fui gastador, perdulário? Ou foi avarento?
- Foi generoso para com os pobres?
- Contribui, na medida das minhas posses, para as obras do culto, da caridade e do apostolado? Contribui para as missões?
- Respeitei o meu corpo cumpri os deveres? De higiene e tive os devidos cuidados com a minha saúde?
- Respeitei o meu sexo? Ou fiz actos impuros sozinho ou com pessoas de um ou outro sexo?
- Se tenho esse mau hábito, combati-o e fugi das ocasiões?
- Afastei com a devida prontidão maus pensamentos e maus desejos?
- Assisti a espectáculos perigosos ou imorais?
- Li publicações contrárias à religião ou à moral?
- Demorei a vista em imagens obscenas?
- Respeitei as raparigas e mulheres como gostaria fossem respeitadas as minhas irmãs, a minha mãe ou as minhas filhas?
- Fui provocante ou causa voluntária de tentação, no meu porte, vestuário, conversas ou atitudes?
- Mantive namoros perigosos ou levianos?
- Tenho procurado dominar meus nervos e sensibilidade?
- Excedi-me no vinho ou na comida ou no luxo?
- Fui glutão ou guloso? Se tenho essa tendência, combati-a?
- Fui covarde? Assumi sempre as responsabilidades que me cabiam?
- Tenho procurado organizar o meu trabalho de modo a dispor bem do meu tempo?
- Perdi tempo inutilmente? Foi preguiçoso?
- Organizei o meu horário e procuro cumpri-lo?
- Cumpro os meus deveres religiosos com devoção e amor?

É claro que se poderia esquadrinhar mais e mais… E haveria sempre matéria de arrependimento.

Mas fiquemos por aqui, Irmão!

Texto: Padre José Correia da Cunha

Fotos: Corpo de marinheiros


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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

PE. CORREIA DA CUNHA E O EXAME DE CONSCIÊNCIA III

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‘’ A música tinha que estar em harmonia com a existência do momento…’’






Os livros e a boa música eram duas das suas grandes paixões. Creio que houve na vida de Padre Correia da Cunha uma grande mulher que o ensinou a conhecer e apreciar a boa música.


Lembro-me de vê-lo triste, naquela manhã de Domingo do dia 24 de Maio do ano de 1969, em que celebrou as exéquias da maestrina Olga Violante(1903-1969) (1), sua dedicada madrinha e sua grande referência no campo coral e musical. Essa grande Senhora esteve ligada à sua vocação desde a sua tenra infância …era a sua magnânima protectora.




Padre Correia da Cunha também foi um tutor de muita da juventude de São Vicente de Fora, gerando em muitos de nós o gosto pela música clássica e de órgão através dos muitos concertos que se realizavam na igreja paroquial. Ficará para sempre na nossa memória a suas explicações despretensiosas na defesa do culto da boa música. Para se gostar, era necessário entender pois ninguém pode amar aquilo que desconhece. Padre Correia era verdadeiramente um grande mestre no domínio musical.

Padre Correia da Cunha dominava como ninguém a arte musical e a sua superior inteligência fazia brotar o amor pela boa música em todos nós. Ficarão inesquecíveis as longas noites que passámos na companhia de Padre Correia da Cunha, efectuando gravações no seu extraordinário gravador de bobines de fita para passar como fundo musical no templo. Muita gente ficava horas, sentada nos longos bancos, a ouvir estas fantásticas selecções de música sacra que eram sentidas como autênticas e sublimes magias e de elevação ao transcendental.

As celebrações penitenciais comunitárias tinham por parte de Padre Correia da Cunha a grande preocupação de serem envolvidas em boa música sacra de reconhecida superioridade. Era nesse clima que cada um de nós em espírito de reflexão profundo ia esgravatando a sua consciência e exercitando a busca de novos comportamentos perante Deus, os outros e consigo próprio.

Pensando nesses belos sons que nos ajudastes a descobrir apenas nos resta duas palavras: Obrigado e Saudades.


 




















PECADOS CAPITAIS
1º Soberba
- Fui orgulhoso ou soberbo?
- Por pensamentos, palavras ou obras, desprezei o meu semelhante?
-Foi obcecado ou teimoso na defesa dos meus pontos de vista em assuntos discutíveis?
- Fui vaidoso?
- Fiquei melindrado ou sou facilmente susceptível por ninharias que ferem a minha vaidade?
- Fui exagerado no luxo e ostentação?

2º Avareza
- Tive demasiado apego ao dinheiro e aos bens materiais?
- Auxiliei os pobres e necessitados consoante as minhas posses? Ou quis enganar-me a mim mesmo desculpando-me para os não auxiliar?
- Cometi algum acto de suborno para me locupletar?

3º Luxúria (Incluído no 6º e 9º Mandamentos da Lei de Deus).

4º Ira
- Tive movimentos de ira ou cólera nas adversidades?
- Tenho sido descontrolado nas minhas reacções com os outros?
- Fui impaciente sobretudo com os meus inferiores?
- Respondi torto ou com dureza?
- Fui paciente com os pobres e enfermos?

5º Gula
- Tenho comido ou bebido em excesso, ou apenas pelo prazer do paladar?
- Tenho feito exercícios de autodomínio e de sacrifício nesta matéria?
- Tenho cumprido as leis da abstinência e do jejum?

6º Inveja
- Invejei os bens ou sorte dos outros?
- Tive inveja dos seus triunfos sociais, morais ou espirituais?
- Tive inveja do seu bem-estar ou das suas notas nos cursos?
- Mostrei-me ou senti-me contente com os seus males?

7º Preguiça

- Fui preguiçoso nos meus actos ou no meu serviço?
- Deixei de cumprir os deveres do meu estado ou da minha profissão, por preguiça?
- Desperdicei o tempo?
- Procurei trabalhos mais fáceis com prejuízo dos meus companheiros?
- Servi-me de manhas para não realizar as tarefas que me competiam?


DEVERES PRÓPRIOS DO MEU ESTADO
Cada estado na vida tem deveres que lhe são próprios.

Um médico, por exemplo, tem obrigações diferentes de um carpinteiro ou de um soldado; um homem casado tem deveres especiais para com a sua mulher e para com os seus filhos; um militar tem deveres especiais para com a Pátria, para com os seus superiores e para os seus iguais ou inferiores, etc.

Por isso cada pessoa deve examinar-se nesta matéria com muito cuidado, pois há deveres gravíssimos, que muitas vezes são postos de parte e que ofendem a Deus gravemente.

Uma sentinela que abandona o seu posto, comete uma falta grave. Um médico que, por preguiça, não vai tratar de um doente comete também uma falta grave. Um pai que não deixa ir o filho à catequese ou à escola, comete também falta grave, etc.

SEGUNDO MÉTODO DE EXAMINAR CADA UM A SUA CONSCIÊNCIA(Cada um deve examinar-se, confrontando a sua vida com os deveres que tem para com Deus, para com o próximo e para consigo mesmo).

Primeiro: DEVERES PARA COM DEUS
- A minha vida cristã progrediu ou recoou?

No que respeita à Fé:

- Procurei conhecer cada vez mais a Deus e à sua doutrina?
- Desperdicei alguma ocasião de me instruir ou esclarecer nos assuntos da minha Fé?
(Leituras, pregações, Cursos de Religião, etc.)
-Evitei leituras, conversas, espectáculos prejudiciais á minha Fé?
-Procurei esclarecer a minha consciência a respeito de dúvidas que tive ou que me expuseram?
- Tive vergonha ou respeitos humanos em me confessar publicamente cristão; em participar em actos do culto público?
- Desculpei-me com subterfúgios, quando era preciso coragem para me mostrar como cristão?
- Aceitei como vindas das mãos de Deus as contrariedades e dificuldades da vida?
- Aceitei como uma participação na Cruz de Cristo?

No que respeita aos actos religiosos:
- Rezei as orações da manhã e da noite?
- Tenho cultivado o hábito da oração e da presença de Deus em mim, durante o dia?
- Tenho conseguido arranjar tempo para consagrar a Deus? Ou tenho contado avaramente os minutos que dou ao Senhor?
- Tenho rezado apenas para pedir favores, ou também para adorar, dar graças, bendizer, aceitar a Cruz e a amar a Deus?
- Nos actos de culto preceituados (Missa dominical, Confissão e Comunhão anuais) procurei estar atento e devoto?
- Fi-los nas devidas disposições em devido tempo?
- Tenho procurado participar nos actos litúrgicos com a consciência esclarecida acerca do que se está a fazer?
- Faltei á Missa Dominical? Quantas vezes sem motivo grave?
- Tenho procurado fazer do Domingo o Dia do Senhor, consagrando-o a actos de piedade e à vida de família?
- Facilitei e favoreci aos outros, principalmente inferiores, a prática dos seus deveres religiosos?
- Tenho recorrido com frequência aos Santos Sacramentos?

No que respeita à Esperança:

- Tive confiança em Deus e na sua Divina Providência?
- Recorri ao auxílio de Deus nos momentos de tentação e de desânimo?
- Contei apenas com as minhas forças para a prática da virtude?
- Deixei-me levar pelo desespero?
- Fui presunçoso no que toca à minha salvação?

No que respeita à Caridade:

- Amo de verdade a Deus sobre todas as coisas?
- De facto, prefiro Deus ao dinheiro, ao conforto, aos prazeres, ao desporto, à política, à profissão?
- Nos outros, procuro ver pessoas criadas à imagem, à semelhança de Deus?
- Tenho amado os outros por amor de Deus?
- Em todos, mas principalmente nos inferiores e subordinados, tenho visto sempre filhos de Deus, e tenho-os tratado com consideração devida a essa honra deles?
- Tenho manifestado o meu amor a Deus, confiando-lhes a minha vida e as minhas preocupações? Tenho pedido a divina ajuda para a sua solução?


Segundo: DEVERES PARA COM OS OUTROS
Em geral

- Tenho-me preocupado com os outros?
- Tenho passado e procurado cumprir os meus deveres para com os meus superiores, iguais e inferiores?
- Procuro ajudar os outros, prestando-lhes os meus serviços, sobretudo quando necessitados ou pobres?
- Procuro fazer-lhes bem e ajudo-os a fazerem o bem e a fazerem bem os seus serviços?
- Procuro compreender os outros e as suas dificuldades? Tentei ajudar a resolvê-las?
- Dei bom exemplo aos outros, principalmente nas conversas, nas acções e nas atitudes?
- Guardo ódio, rancor ou mesmo antipatia com alguém?
- Fui áspero, rude ou malcriado com alguém?
- Bati, feri, matei ou maltratei alguma pessoa?
- Ofendi a honra o bom-nome ou a boa fama de alguém?
- Recusei reconciliar-me com o próximo?
- Levantei falsos testemunhos ou calúnias?
- Desprezei alguém? Mostrei-me soberbo ou vaidoso, sobretudo com inferiores, os pobres ou necessitados?
- Invejei os bens ou sorte dos outros? Tive inveja das suas qualidades ou seus triunfos?
- Alegrei-me com o mal do próximo?
- Dei em toda a parte e em todas as circunstâncias testemunho de que sou cristão?
- Da minha vida que conclusões podem tirar os não cristãos a respeito do Cristianismo?
- Respeitei como sagrado o que é dos outros, do serviço ou da empresa onde trabalho?
- Cumpri os meus deveres de generosidade e de caridade?
- Cumpri os meus deveres de justiça? Paguei o que devia em devido tempo?


Deveres dos filhos para com os pais
- Amo e tenho demonstrado o meu amor para com os meus pais?
- Procuro dar-lhes prazer e alegria? Ou tenho sido egoísta e malcriado?
- Tenho tido e demonstrado confiança neles, pedindo-lhes o seu conselho e ajuda nas minhas dificuldades?
- Tenho-os interessado na minha vida! Interesso-me pela deles e pela de meus irmãos e demais parentes?
- Censurei-os ou disse mal deles?
- Tenho respeitado os meus pais e parentes ou tenho sido grosseiro para com eles?
- Tenho suportado com paciência os seus defeitos e fraquezas?
- Tenho aceitado as suas censuras e admoestações com a devida humildade?
- Fui desobediente a meus pais e aos meus superiores?
- Procurei obedecer com gosto?
- Menti a meus pais para me desculpar de qualquer falta ou apenas pelo prazer de enganar?
- Ludibriei a obediência que lhes devo?
- Revoltei-me contra a sua autoridade ou contra as suas pessoas? Cheguei, por desgraça, à violência?
- Tenho contribuído para o bem-estar espiritual, moral e material dos pais e de toda a família?
- Fui cuidadoso nos serviços que devo prestar em casa?
- Fui moderado nos gastos e nos pedidos de dinheiro?
- Fiz do lar uma pensão e dos meus pais e irmãos uma espécie de criados?
- Se meus pais estão já idosos, tenho-os ajudado moral e materialmente, cumprindo alegremente este dever, ou faço-o com muito custo e contra-feito?
- Tenho tido vergonha da modéstia de vida, ou mesmo pobreza de meus pais e demais parentes? Desprezei-os alguma vez por esse motivo?
- Se estou afastado deles, tenho-lhes escrito com a devida frequência? Tenho-lhes enviado provas concretas do meu amor filial?
- Zanguei-me ou estou de relações cortadas com algum membro da família?
- Nas questões de mal-entendidos, tenho procurado pôr-me no lugar dos outros para melhor compreender os seus pontos de vista? Tenho procurado diligentemente a paz de todos?
- Na vida moral e religiosa, tenho dado sempre o bom exemplo?
- Tive ou tenho inveja de algum membro da família, da sua sorte ou dos seus triunfos?
- Para com os avós, fui paciente, respeitador, obediente, amável?
- Fiz do domingo o Dia do Senhor e da Família, ou foi egoísta sacrificando a alegria da convivência de todos aos meus gostos e caprichos, mesmo legítimos?

Texto: Padre José Correia da Cunha

Continua…

Deveres dos estudantes – Deveres dos Pais para com os filhos – Deveres dos esposos – Deveres do cidadão – Deveres dos operários ou empregados – Deveres dos militares – Deveres dos chefes e patrões
(1) - Olga Violante – maestro notável com carreira internacional, a partir de 1964 foi-lhe confiada a direcção do Coro Gulbenkian.

Fotos: Base Naval do Alfeite

















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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PE. CORREIA DA CUNHA E O EXAME DE CONSCIÊNCIA II

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‘’Ilusões de um Padre que sonhava mudar o mundo …’’


As celebrações penitenciais, que Padre Correia da Cunha realizava nos tempos fortes do Ano Litúrgico, eram muito participadas pelos seus queridos e estimados paroquianos. As suas preparações eram muito cuidadas. Padre Correia da Cunha procedia sempre à elaboração de um extenso e reflectido GUIÃO onde incluía os grandes pecados sociais, que eram sentidos nesse momento. Para Padre Correia da Cunha o pecado poderia ser um acto individual, mas a sua repercussão implicava sempre o próximo. Afectando o próximo, a Comunidade que partilhava ideais comuns, também era atingida. A celebração penitencial comunitária era o local e o momento certo para aproveitarmos também para nos reconciliarmos uns com os outros, com nós próprios e obviamente com o Pai que nos aguardava para aquele abraço que nos enchia de alegria, de paz e de luz.

Um pedido de desculpas em público era significativamente reforçado e a atitude de mudança era profundamente mais sentida e comprometedora.

Este Guião foi elaborado por si para os seus marujos no ano 1960. Sei que existem dezenas de Guiões para Celebrações Penitenciais, idealizados pelo Padre Correia da Cunha em função da vivência própria do tempo. Todos ficaríamos mais ricos com a publicação dessas magnificas peças de prosa e grande espiritualidade. Pergunto, onde estarão esses guiões?

Em Janeiro de 1977, quase no final da sua vida, assisti à destruição pelo fogo de muitos dos seus arquivos, carinhosamente construídos ao longo da sua vida sacerdotal.
Interrogado por mim, Padre Correia da Cunha sobre esse seu acto imprevisível, obtive como amaina resposta:

‘’ Tudo isto são ilusões… de um padre que imaginou durante uma vida em transformar o mundo…hoje, sente-se excessivamente cansado de o não ter conseguido… ‘’

Como sabemos Padre Correia da Cunha faleceria no dia 2 de Abril de 1977. Se foi seu amigo, faça a sua adesão a este blogue e envie documentação para publicação. É a forma de homenagear esta grande figura.





4º Mandamento – Honrar pai e mãe ( e os outros legítimos superiores).

- Faltei ao amor e ao respeito que devo a meus pais e aos meus superiores?
- Desobedeci-lhes?
- Causei-lhes desgosto deliberadamente?
- Procurei evitar-lhes aborrecimentos?
- Ajudei-os nas suas necessidades?
- Tenho rezado por eles?
- Tenho tido caridade e paciência para com os meus irmãos, parentes e iguais?
- Tenho escrito aos meus pais com certa frequência?

Deveres dos pais e superiores

- Fui descuidado em ajudar os meus filhos a rezar?
- Tenho tido o devido cuidado em lhes ensinar a doutrina?
- Vigiei-os, repreendi-os e corrigi-os com amor sem deixar de ser firme e decidido?
- Dei-lhes sempre o bom exemplo na prática religiosa, nas conversas, nas atitudes, na vida moral, em geral?
- Tenho-me preocupado com as suas companhias?
- Tenho-lhes proporcionado divertimentos sãos?

Deveres dos empregados

- Tenho faltado ao respeito para como meus superiores?
- Tenho-lhes desobedecido?
- Abusei alguma vez da sua confiança?
- Perdi o tempo que devia dedicar ao seu serviço ou ao cumprimento das suas ordens?
- Fui negligente ou preguiçoso no trabalho ou serviço?

Deveres dos militares

- Tenho cultivado o amor pela minha Pátria?
- Tenho procurado servi-la, cumprindo as missões que me são confiadas, por mais simples que sejam?
- Fui reverente para com os meus superiores, sem adulações nem hipocrisias?
- Tenho cumprido escrupulosamente os regulamentos militares?
- Tenho feito o serviço com dedicação e com consciência de que me preparo para servir a Nação onde Deus me quis?
- Procuro observar toda a disciplina militar?

- Tenho sido bom camarada? Respeitei o que pertencia aos outros? Respeitei as suas pessoas e a sua honra ou fama? Descarreguei para os outros os serviços que me competiam? Tenho admitido conversas indecentes? Tenho alimentado tais conversas?
- Tratei com respeito os meus subordinados?
- Exigi-lhes disciplina e obediência com decisão e firmeza, mas também com consideração que devo a filhos de Deus?
- Dei-lhes maus exemplos nas conversas e nas acções?

Deveres dos patrões e superiores

- Faltei à justiça para com os meus trabalhadores ou subordinados não lhes dando o que lhes era devido?
- Castiguei-os com injustiça?
- Fiz maus juízos a respeito deles ou tomei atitudes desagradáveis para eles, de ânimo leve?
- Tratei-os com a devida caridade e paciência, como filhos de Deus e meus irmãos?
- Velei pelo seu bem-estar moral e físico?
- Procurei ajudá-los com bons conselhos?
- Interessei-me pelos seus problemas, morais e materiais?
- Favoreci-lhes o cumprimento dos seus deveres religiosos?

5º Mandamento – Não matar (nem causar outro dano no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).

- Matei, feri ou magoei deliberadamente alguém?
- Guardo ódios ou rancores?
- Sinto desprezo pelo próximo e chego a mostrá-lo?
- Dei maus conselhos ou maus exemplos?
- Escandalizei o meu próximo e muito especialmente as crianças?
- Estou disposto a pedir desculpa das ofensas que fiz?
- Ridicularizei os outros, critiquei-os, ofendi a sua honra ou a sua fama e o seu bom-nome?
- Tenho respeitado as leis do trânsito , ou conduzo com imprudência?

6º e 9º Mandamentos – Guardar castidade nas palavras e nas obras.

- Cometi acções desonestas sozinho ou com outra pessoas? De que sexo? Era parente? Era livre? Era criança? Ou adulto?
- Disse palavras indecentes ou fiz gestos desonestos?
- Comecei ou mantive conversas indecentes?
- Li ou escrevi indecências?
- Assisti a espectáculos imorais?
- Incitei outros a ler livros ou folhas pornográficas, ou a ver espectáculos desonestos ou imorais?
- Fui a casas de má nota? Vou lá com frequência? Incitei outros a frequentá-las?
- Tenho provocado por palavras ou gestos pessoas de outro sexo?
- Tenho respeitado as leis cristãs do namoro?
- Tenho consentido em pensamentos e desejos contra a castidade?
- Cultivo amizades perigosas para a virtude da castidade?
- Tenho evitado as ocasiões de pecar neste capítulo, evitando conversas, leituras, espectáculos, certas frequências perigosas e excessos de comida ou bebida, etc?
- Se sou casado, respeitei as sacrossantas leis do matrimónio?
- Fui fiel. Nos pensamentos, palavras e obras ao outro cônjuge?
- Provoquei, consenti ou aconselhei algum aborto?
- Impedi ou permiti fosse impedida directamente a concepção?

(Como esta matéria é muito melindrosa, convém que peças ao confessor que te ajude para que não fiques com a consciência sobrecarregada).


7º e 10º Mandamentos – Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo)

- Tirei alguma coisa a alguém, ou ao serviço ou empresa onde trabalho?
- Consenti ou aconselhei que outros o fizessem?
- Fui conscientemente guarda ou ocultador de coisas roubadas ou de pessoas culpadas neste ponto?
- Guardei em meio proveito ou estraguei coisas que me não pertenciam?
- Enganei o meu próximo? Prejudiquei-o nos seus direitos?
- Paguei em devido tempo as minhas dívidas?
- Restitui o que não era meu?
- Deixei-me subornar ou subornei outros?


8º Mandamento – Não levantar falsos testemunhos ( nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo).


- Menti deliberadamente? Em assuntos graves ou leves?
- Fi-lo prejudicando os direitos ou interesses dos outros, ou apenas para me desculpar?
- Fiz juízos temerários?
- Disse mal do próximo? Critiquei injustamente ou de ânimo leve os meus superiores e as suas ordens?
- Critiquei com azedume e sem motivo justo?
- Revelei sem graves razões faltas ou defeitos do próximo?
- Levantei falsos testemunhos ou calúnias?
- Fiz insinuações desagradáveis?
- Lancei suspeitas infundadas?
- Murmurei ou favoreci a murmuração?
- Revelei segredos que me foram confiados?
- Li cartas que não me eram dirigidas sem licença dos seus destinatários?
- Escutei propositadamente conversas particulares? E, se por acaso as ouvi, guardei o devido segredo?
- Deixei de restituir a fama aos outros, podendo fazê-lo?
- Tive o cuidado de impedir a má-língua?






Mandamentos da Santa Madre Igreja

1º Mandamento – Ouvir Missa inteira e abster-se de trabalhos servis nos domingos e festas de guarda.

(incluído no 3º Mandamento da Lei de Deus).

2º Mandamento – Confessar-se ao menos uma vez cada ano.
- Cumpri este preceito? E cumpri-o bem?
Fiz com seriedade o necessário exame de consciência? Procurei ter dor de haver ofendido a Deus? Propus-me com firmeza de vontade emendar a minha vida?

(Sem contrição ou sem sincero desejo de emenda, não há perdão!)

- Fui completo na minha última confissão?
- E nas anteriores?
- Declarei o número de pecados mortais que cometi?
- Omiti alguma falta por vergonha? Ou por esquecimento?
- Cumpri a penitência que me foi imposta?

(A respeito deste mandamento, medita de novo, se tiveres alguma dúvida, o que atrás está escrito)

3º Mandamento – Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.

- Cumpri este dever de todo o cristão?
- Cumpri-o com as necessárias disposições?
- Cumpri-o em devido tempo, isto é, na quadra pascal? Se não, porquê?
- Procurei comungar depois?
- Comunguei por motivos humanos, por exemplo, para agradar aos superiores?
- Comunguei com a alma em estado de pecado mortal, cometendo assim um grande sacrilégio?
- Comunguei mais vezes durante o ano?
- Recorri a este Santo Sacramento com a devida frequência, para me unir mais e mais com o Senhor e para me fortalecer para a luta contra o mal?

4º Mandamento – Guardar abstinência e jejuar nos dias preceituados pela Igreja

- Uni-me a toda a Cristandade na prática do jejum e da abstinência nos dias preceituados? Ou deixei de o fazer sem licença do confessor ou pároco e sem razões justificativas?
- Usei dos privilégios da Bula não a tendo e não sendo pobre?
- Procurei fazer esta penitência e outras com o devido espírito de união à Paixão de Cristo, para redenção dos meus pecados e dos pecados do mundo; para satisfação da justiça e do amor de Deus?


5º Mandamento – Contribuir para as despesas do culto e para a sustentação do clero, segundo os legítimos usos e costumes e as determinações da Igreja.

- Tenho contribuído consoante as minhas posses para as obras do culto, de caridade e de apostolado da minha igreja paroquial e da Igreja Universal?
- Tenho contribuído para a sustentação do clero?
- Tenho auxiliado os meus irmãos pobrezinhos?
- Tenho auxiliado as missões pela oração e pela esmola?
- Tenho-as auxiliado com a minha acção?

Texto: Padre José Correia da Cunha

Fotos: Hospital da Marinha sito no Campo de Santa Clara, onde Padre Correia da Cunha foi Capelão durante largos anos.


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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

ALA DOS AMIGOS DE PE. CORREIA DA CUNHA

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IN MEMORIAM



MONSENHOR FRANCISCO ESTEVES DE JESUS

1871-1959


50 ANOS DE SAUDADE





Monsenhor Francisco Esteves de Jesus (1871-1959) foi pároco de São Vicente de Fora (1900-1959).Nasceu em Vila de Viçosa no ano de 1871.

Passa este ano cinquenta anos da sua morte. Considero ser um dever relembrar esta majestosa figura possuidora de uma alta grandeza interior de ânimo, bem como de um espírito verdadeiramente superior, inteligente e grande carisma. Homem dotado de uma grande Fé e Amor a Deus e ao próximo.

Segundo testemunhos de muitos paroquianos ainda hoje vivos, Mons. Esteves encantou sucessivas gerações de jovens a quem proporcionou educação literária e religiosa, não tendo deixado de transmitir o seu testemunho de homem de uma grande FÉ. Mons. Esteves foi um insigne pedagogo e formador, utilizando métodos pedagógicos pioneiros no campo dos audiovisuais e produzindo ele próprio slides em chapa de vidro, para projecção nas sessões de Doutrina Cristã.

Mons. Francisco Esteves foi um grande lutador, inquebrantável e pertinaz, muito atento aos problemas dos mais desfavorecidos. Levou a efeito muitas obras no domínio do apostolado social. Destaco a criação das escolas primárias, com cantinas sem custo para os seus utilizadores. Porém, a jóia de Mons. Francisco Esteves era o Patronato Nuno Álvares Pereira, onde acolhia muitos jovens, proporcionando-lhes a prática do desporto, acções teatrais e musicais, assim como passeios educativos e religiosos.

Ainda hoje há quem recorde com grande emoção o seu imenso trabalho pedagógico de instrução, catequético e de formação moral e cívica, no Patronato de Nuno Alvares Pereira, fundado por ele no ano 1905.

Dotado de grande sensibilidade musical criou vários agrupamentos dedicados à música e ao canto religioso e profano. Saliento aqui a Schola Cantorum dedicada ao canto gregoriano e que teve uma imensa repercussão na época, sendo muito solicitada para participar em actos litúrgicos nas várias dioceses do país.

Pelos relevantes serviços prestados em prol dos mais necessitados, foi reconhecido pelo Governo Português ao condecorá-lo com a Ordem de Benemerência (Diário da Republica nº 173 de 27 de Julho de 1959)

Maior atributo recebeu ao ser acolhido por Deus, que servira com total entrega e bondade, no dia 28 de Dezembro de 1959, onde hoje continuará a interceder por todos os servidores da Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora.

Foi este notável pastor que Padre Correia da Cunha substituiu ao tomar posse como Pároco de São Vicente de Fora, no ano de 1960. Por testamento herdaria todo o seu património material mas creio que igualmente Padre Correia da Cunha condignamente soube perpetuar e desenvolver o seu grande património moral e espiritual.
Penso, sinceramente que se deveria começar a pensar numa homenagem pública a estas duas importantes figuras que honrosamente serviram a Freguesia de São Vicente de Fora em Lisboa.


Para quem pretenda aprofundar a figura de uma época da Paróquia de São Vicente de Fora – Mons. Francisco Esteves - poderá fazê-lo através da consulta da Revista Olisipo de Dez.1999, que apresenta um magnifico trabalho do Prof. Dr. J. Gomes da Silva e António Geraldes Simões.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PE. CORREIA DA CUNHA E O EXAME DE CONSCIÊNCIA

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VINDE ESPÍRITO SANTO…




Advirto desde já que uma reflexão em torno do tema da liberdade deverá ser prudente. Já o Padre Correia da Cunha nos alertava que não havia ninguém mais livre e com maior soberano respeito à liberdade que o próprio Deus, que nos criou sem nos obrigar sequer a acreditar NELE. Deus era a própria Liberdade. Os seus filhos eram totalmente livres. Todos os homens nascem livres! Onde existir inteligência há liberdade.

O Padre Correia da Cunha não nos aprisionava em longas orações papagueadas… cada um era convidado a fazer a sua oração diária no serviço desinteressado e em plena alegria cristã ao seu irmão mais carenciado e desprotegido… na sua total liberdade!

Dizia ele que não havia mais bela oração… Orar tinha que ser uma participação de liberdade na oração colectiva da assembleia eucarística.


Recordo que o Padre Correia da Cunha na recitação do terço sempre afirmava que as Ave-Marias eram rosas perfumadas que íamos lançando para o regaço da Mãe de Jesus e também nossa mãe. Este desfiar de rosas suavizava este monótono rosário e aumentava o nosso amor à Rainha dos Anjos e dos homens.

A oração para o Padre Correia da Cunha tinha de ser uma admirável sinfonia, saída do fundo do coração de cada um de nós e um pouco perfumada pelas deslumbrantes e belas rosas que íamos lançando na nossa peregrinação humana. Tudo o que era tagarelado dizia Padre Correia da Cunha não subiria ao Céu. Viver Jesus Cristo com a força da nossa paixão era a suprema necessidade que desejava para a então juventude da sua Paróquia de São Vicente de Fora num ambiente onde fosse respeitada a dignidade e a liberdade.



CONSTRUÇÃO DA ESCOLA NAVAL ANOS 30


Orações e formulário


Antes da confissão, pede ao Divino Espírito Santo que te ilumine para teres a consciência das tuas faltas e da gravidade delas, e roga-lhe a graça de as saber chorar, como Pedro, amargamente…

Evocação e oração

Vinde, Espírito Santo!
Enchei os corações dos vossos fiéis
e ateai neles o fogo do vosso amor!

V – Enviai o vosso Espírito e tudo será criado:

R - E renovareis a face da terra.

Oremos.

Ó Deus, que iluminastes os corações dos fiéis com as luzes do Espírito Santo,
- Concedei-nos a graça de termos gosto pelos verdadeiros bens, que Ele nos mostra e de gozarmos sempre a sua consoladora assistência.
Nós Vo-lo rogamos por Nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo Deus, convosco vive e reina, na unidade do mesmo Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
R – Ámen

Outra oração

Vinde Espírito Santo!
Iluminai a minha consciência, para que veja com possível exactidão, a desgraça do mal que eu cometi;
Fortalecei a minha vontade, para que daqui em diante não torne a ofender-vos a Vós, que com o Eterno Pai, meu criador, e com o Filho, meu Redentor, viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.

R – Ámen

Exame de consciência

Aqui tens dois modelos de exame de consciência, que estão longe de ser completos, mas que podem servir-te de guia e dar-te ideias para te examinares como é preciso.

Podes seguir qualquer deles ou teres um método teu. O importante é que te examines e arrependas.  



PRIMEIRO MÉTODO


Confronto da minha vida com os Mandamentos da Lei de Deus, com os Mandamentos da Santa Madre Igreja, com elenco dos pecados mortais e com deveres do nosso estado.

1º - Mandamento – Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.  


- Tenho amado a Deus sobre todas as coisas e tenho-lhe provado esse amor, rezando e invocando com frequência o Seu auxílio?
- Rezo só para pedir, ou também para adorar, dar graças e reparar pelo mal que se faz?
- Tenho rezado as orações da manhã e da noite? Tenho-as rezado com devoção’
- Acredito inteiramente na doutrina que a Santa Igreja nos ensina, ou tenho consentido em dúvidas contra a Fé?
- Fiz com frequência actos de Fé, Esperança e Caridade?
- Desesperei de alcançar a salvação ou presumi de a ganhar sem merecimentos?
- Recalcitrei contra a Divina Providência?
- Faltei ao respeito às coisas santas e aos ministros da Igreja?
- Recebi em devido tempo os Santos Sacramentos da Confissão e da Eucaristia?
- Recebi os nas devidas disposições ou cometi algum sacrilégio?
- Nas confissões feitas omiti algum pecado mortal, por vergonha ou malícia, ou apenas por esquecimento?
- Assisti a espectáculos contrários à doutrina e moral cristãs? Li, escrevi, ou dei a ler, publicações contrárias à Religião?
- Acreditei em superstições, agouros ou bruxedos? Consultei bruxos, hipnotizadores, ou assisti a sessões de espiritismo ou semelhantes?
- Filiei-me em sociedades secretas condenadas pela Santa Igreja?
- Profanei algum lugar, coisa ou pessoa sagrada?

2º - Mandamento – Não invocar o Santo Nome de Deus em vão.


- Fiz algum juramento falso, ou mesmo inútil? Fiz algum com desejo de me vingar de alguém?
- Roguei pragas? Respeitei o Nome de Deus, não o misturando com palavras e conversas loucas? Se tenho esse mau hábito, procurei emendar me?
- Faltei, sem graves motivos, a algum voto ou promessa? Procurei obter licença do Confessor no caso de não poder cumprir algum voto?
- Disse ou pensei dizer alguma blasfémia contra Deus e os Seus Santos?

3º - Mandamento – Santificar o domingo e as festas de guarda.


- Faltei à Missa algum domingo ou dia de preceito? Porquê?
- Cheguei tarde sem razões bastantes para isso?
- Estive desatento, por culpa minha, durante a celebração?
- Fiz trabalhos pesados em dia Santificado, sem grave necessidade ou sem ser para auxiliar o próximo aflito?
- Favoreci aos meus subordinados o cumprimento dos preceitos dominicais, isto é , de ouvir a missa e de se abster em trabalhos pesados nos dias santos?
- Obriguei-os a trabalhos pesados e desnecessários nesses dias?
- Procurei passar os dias santos em espírito de piedade?
- Fiz leituras proveitosas para a minha alma?
- Visitei os doentes, presos ou pobrezinhos?
- Assisti a outros actos de piedade além da missa?
- Proporcionei aos que estão sob minhas ordens as facilidades necessárias para também santificassem o Dia do Senhor?



Texto de : Padre José Correia da Cunha





















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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PE. CORREIA DA CUNHA E A CONFISSÃO

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… simples, humilde, discreta…



Ganham cada vez mais uma maior nitidez as excepcionais qualidades deste grande homem que viveu num entrega genuína à sua amada Paróquia de São Vicente de Fora. Padre Correia da Cunha na sua passagem por essa Comunidade Paroquial exerceu efectivamente o ministério de pároco, todos ainda o recordamos pela imensa multidão que se juntava todos os domingos à sua volta para participarem na Missa das 10 horas, onde habitualmente pregava eloquentes homilias que deixavam estupefactas as elites pela sua frontalidade e linguagem belicosa, que era uma autêntica ‘’farpa’’ aos comportamentos impostores de alguns ditos cristãos.

Pela sua vida social em todos os meios populares e intelectuais da época, o seu carácter afável e a sua acção de grande pensador junto dos seus dedicados paroquianos e amigos, tudo lhe era permitido dizer. Lembro hoje algumas das suas aguerridas expressões, que deixava alguns participantes da assembleia boquiaberta. Era o fruto genuíno da sua cultura de ''vaidoso'' marinheiro: ‘’ Meus queridos irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo… ser cristão sem caridade vivencial é uma intrujice. Andamos a embrulhar-nos uns aos outros… assim não. É melhor irmos todos badamerda… Jesus Cristo não se deixa embarrilar…’’

Ganhou fama pela sua ‘‘depravada’’ linguagem. Mas quero referir que granjeava de imediato a simpatia e admiração de todos aqueles que tinham a oportunidade de o contactarem e tornarem-se seus amigos.

Foram os seus paroquianos e amigos que mais sentiram a perda deste grande homem de cultura, mestre, sacerdote e marujo, do qual todos ambicionavam receber sempre uma palavra de fraternal amizade!








A RECONCILIAÇÃO:

Que mais é preciso?



- Apenas a tua confissão arrependida ou contrita. Nada mais.
O propósito de emenda, o cumprimento da penitência, a declaração dos pecados ao confessor não são mais do que consequências do teu arrependimento. É que o teu SIM tem de ser autêntico, consciente, decidido e também continuado pela vida fora; tem de ser um SIM total.
Para melhor entenderes as condições do teu SIM, aí vão umas explicações, à maneira do Catecismo, que provavelmente já esqueceste…
Para fazeres uma Confissão bem feita (caso contrário, não vale a pena; antes te é sumamente prejudicial) é preciso:




1. Fazeres um sério exame de consciência, ou seja, relembrares cuidadosamente as faltas cometidas, para delas te arrependeres;
2. Excitares a tua alma a uma contrição sincera, isto é, a uma sentida dor ou mágoa de teres ofendido a Deus e de teres ofendido tantas vezes e tão gravemente, por pensamentos, palavras, obras e omissões;
3. Quereres decididamente emendar a tua vida, tendo o firme propósito ou vontade de não tornares a pecar e de evitares tudo o que possa ser ocasião próxima de pecado.

Por exemplo: Se, por triste experiência, sabes que, ao passar por certa casa, podes ter fortes tentações de pecar, o teu propósito de emenda tem de formular a vontade de não passar por lá sem séria necessidade.

4. Acusares os teus pecados perante o confessor. Esta acusação ou confissão tem de ser:

a) – inteira ou completa, enumerando todos os pecados mortais de que tenhas lembrança e ainda não tivessem sido confessados, e acusando-te também dos pecados veniais que mais te pesem na consciência;



b) _ circunstancial, no sentido de confessares também as circunstancias que afectem a gravidade da falta ou constituam até outro pecado.


Por exemplo: Qualquer pecado de um homem solteiro com uma mulher solteira é pecado mortal. Mas, se esse pecado for com um parente, constitui outra falta mortal. Se além de serem parentes, um deles for casado, haverá três pecados graves num só acto, pois um deles foi infiel ao seu cônjuge. E se os dois forem casados, haverá pela mesma razão quatro pecados mortais. Deles terá que se arrepender sinceramente se quiser obter o perdão divino.

c) – Simples, humilde, discreta e feita com recta intenção.
Simples, evitando complicações ou explicações desnecessárias;
Humilde, sem afectações e desculpas mais ou menos sofismadas;
Discreta, usando palavras honestas;
Feita com recta intenção, isto é, sem ser por motivos humanos, como por exemplo, para agradar a alguém, mas unicamente para pedir perdão de Deus.

5. Reparares a ofensa feita a Deus e os danos causados ao próximo, por meio da satisfação da penitência que te for imposta pelo Confessor.

De três modos se repara a ofensa feita a Deus:

a) – cumprindo a penitência que o Confessor deu e que, por via de regra, é reza de umas orações ou a oferta de alguma esmola;
b) – levando com paciência os trabalhos da vida que constituem a nossa participação na Cruz de Cristo,
c) – praticando boas obras que provem a Deus o nosso sincero desejo de emenda e o nosso arrependimento.

A ofensa feita ao próximo satisfaz-se:




a) – restituindo-lhe o que for seu e esteja em nossas mãos injustamente,
b) – indemnizando-o dos prejuízos causados;
c) – usando de caridade, generosidade e paciência para com ele.

Como vês, a Confissão não se deve fazer de ânimo leve ou sem as devidas disposições. Seria abusar da infinita misericórdia de Deus e cometer uma nova falta que poderia ser até um sacrilégio.

No entanto, não é nenhuma complicação.
Basta leres com atenção os parágrafos anteriores, para veres que tudo é claro e simples, desde que haja verdadeiro arrependimento. É mais difícil explicar o que é a Reconciliação e quais as condições de a fazer bem do que fazê-la bem feita.

Texto Padre José Correia da Cunha


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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

PE. CORREIA DA CUNHA E O SIM…

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AVISO AFONSO DE ALBUQUERQUE




A MAIOR PROVA DE AMOR: - O SIM. DO ARREPENDIMENTO E DO PERDÃO!




Que seria, de uma sociedade sem arautos da esperança e do amor, como o capelão Padre Correia da Cunha? Esta brochura por si elaborada, estava cheia de emoções e ensinamentos evangélicos. Numa linguagem simples que proporcionava momentos de profunda paz nas celebrações penitenciais com a família da Armada.

Procurava que os marujos se mantivessem bem atentos ao Mundo à sua volta, procurando que o PERDÃO eternizasse o verdadeiro AMOR..


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“DEUS É PAI e está sempre pronto a perdoar, pois se até se fez Homem, na pessoa de Jesus, precisamente para perdoar, para restabelecer o Amor, a Verdade e a Justiça; para que os homens pecadores pudessem ligar-se a Ele de uma maneira viva e, por Ele, com Ele e n’Ele darem ao PAI o abraço da reconciliação e da paz, no Amor do próprio Espírito de Deus!...


Foi Ele, Jesus, Quem carregou com o peso dos nossos pecados, como diz a palavra de Isaías, e se ofereceu como um cordeiro em sacrifício por nós todos.

São Paulo tem uma palavra directa: «Ele amou-te e entregou-se à morte por ti!»
E não é o discípulo Amado, São João Evangelista quem diz: «De tal modo Deus amou o mundo que lhe deu o Seu Filho Unigénito?»

E São João Baptista exclama: «Eis o Cordeiro de DEUS! Eis o que tira os pecados do mundo!»


Todo o Evangelho não é mais do que a História do Perdão Divino, do SIM de Deus que responde ao SIM do Homem que se arrepende.
Vejamo-lo resumidamente…


Jesus declara categoricamente que não veio tanto por causa dos justos como por causa dos pecadores. Ele próprio se compara ao Bom Pastor que vai por toda a parte e se expõe a todos os riscos para encontrar e trazer ao redil a ovelha tresmalhada; e também à mulher que varre a casa toda à procura da moeda perdida…

Era até conhecido como « o homem que acolhe os pecadores, come com eles à mesa chega ao ponto de se hospedar em casa deles»…Os fariseus atrevem-se a dizer que Ele tinha uma especial preferência pelos pecadores. E era verdade. Ou não são da Sua boca estas palavras: «Não são os que gozam de boa saúde que precisam de médico, mas os doentes. Aprendei o que significa esta palavra: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores?» E noutras ocasiões: «O Filho do Homem veio, não para perder os homens, mas para salva-los» e ainda: «O Filho do Homem veio salvar o que estava perdido».



Mas não é só a palavra de Jesus, são os seus actos também que traduzem o SIM do perdão.

Quantas vezes, ao restituir a saúde do corpo, não restituía também a da alma?

- «Vai em paz e não tornes a pecar!» «Tem confiança! Os teus pecados te são perdoados!» - São constantes que se encontram a cada passo nos Evangelhos.


Lembremos apenas alguns episódios em que a misericórdia Divina escuta com amor o SIM do arrependimento.


- Certo dia, trazem-lhe um paralítico e pedem-lhe que o cure. E Jesus diz: «Tem confiança! Os teus pecados te são perdoados!». Ouvem-se protestos: - Quem, senão Deus, tem o poder de perdoar os pecados?


E o Divino Mestre apenas diz: - «Que é mais fácil? Dizer a este homem: - Levanta-te e anda! Ou dizer-lhe: - Os teus pecados te são perdoados!? Pois para que o Filho do Homem tem o poder de perdoar os pecados…


- Levanta-te! Pega no teu catre e anda! (disse ao paralítico)».


- De outra vez, é Zaqueu, publicamente conhecido como pecador. Este homem arde em desejos de ver Jesus. Como é baixo de estatura, sobe a um sicómoro. O Mestre vê-o e diz-lhe que desça depressa, corra para casa, porque Ele, Jesus, quer ir lá fazer-lhe uma visita.


Depois…Zaqueu confessa-se pecador arrependido, diz o SIM, e logo o Senhor lhe responde: «Hoje entrou a salvação nesta casa!»
Era o perdão.


- Noutra ocasião … - «Aqui está uma mulher apanhada em flagrante adultério!» gritam os fariseus. A Lei mandava que a mulher adúltera fosse apedrejada. Os doutores da Lei julgam ter armado uma emboscada infalível à bondade de Jesus e aguardam ansiosos a sua sentença. Esquecem-se de que o Amor de Deus acolhe sempre o SIM do arrependimento.


Jesus apenas lhe diz, a fariseus e doutores: «Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra!» e pôs-se a escrever no chão…


Todos se retiraram cabisbaixos. Ficou só a pecadora, dizendo com suas lágrimas o SIM do arrependimento, e Jesus pronto a perdoar: - «Mulher, que é feito dos teus acusadores?» Ela nem teve coragem de responder.


- «Ninguém te condenou? Pois também eu te não condeno. Vai em paz e não tornes a pecar!»

- Noutra altura, estava Jesus à mesa de Simão quando aparece uma mulher de todos conhecidos como pecadora publica. Decidida a dizer o SIM do seu arrependimento, olhos rasos de água, traz nas mãos rico vaso de alabastro cheio de perfume requintado e muito caro. É Maria de Magdala – a Madalena.


Todos os olhos se fixam nela. Só Jesus parece não ter dado por nada. Eis senão quando, a pecadora se lança aos pés do Mestre, quebra o vaso precioso, lava-lhe os pés com as próprias lágrimas misturadas ao perfume, enxuga-lhes com os seus cabelos: Estátua viva do SIM do arrependimento sincero.


A mulher sai. E as últimas palavras do Senhor ficam ainda a ecoar na sala e nas consciências de todos: - «Vai em paz e não tornes a pecar!»


- Na noite da Paixão, Pedro, o que tinha sido escolhido para chefe de todos, nega e renega o Divino Mestre à voz de uma criada e de outros serviçais de Caifás. Jesus passa, preso, escarnecido e maltratado. Basta uma troca de olhares … E Pedro sai a chorar amargamente. É o SIM do arrependimento!


Mais tarde, quando o Senhor lhe pergunta se O ama, Pedro balbucia com a voz e com as lágrimas do mesmo SIM. - «Oh Senhor! Tu sabes que te amo!»


Naquela tarde, da crucificação…Os algozes acabam de o pregar na cruz. Levantam o madeiro infamante, fixam-no no buraco aberto de ante mão. E mal está terminado aquele trabalho, Jesus, suspenso entre o Céu e terra, traduz o SIM da aceitação, do Amor e do Perdão, não só pela atitude, mas até pela palavra: «Pai, perdoai-lhes, que não sabem o que fazem!»


- Nesta mesma ocasião, um dos ladrões, que com Ele tinham sido crucificados, reconhece a sua inocência, confessa as suas culpas e profere o SIM do arrependimento: - Senhor, lembra-te de mim!...


Logo Jesus lhe responde com o SIM do Seu perdão: Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso!»


Assim é o Coração do PAI.
Irmão, ainda hesitas?


Para que tu pudesses correr ao Seu encontro a lançar-te nos Seus braços, é que Jesus deu aos Apóstolos, e por eles aos seus sucessores, o divino poder de perdoar pecados.


Já leste essas palavras com que Deus responde com o SIM da Sua misericórdia ao SIM do teu arrependimento. Mas não será demais repeti-las para que não esqueças o Seu amor, por ti. Ei-las:




«RECEBEI O ESPÍRITO SANTO. AQUELES A QUEM VÓS PERDOARDES OS PECADOS, FICAR-LHES-ÃO PERDOADOS; AQUELES A QUEM OS RETIVERDES, FICARÃO RETIDOS!»"













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