sábado, 30 de março de 2013

PE. CORREIA DA CUNHA E A VIGILIA PASCAL













A vigília é o tempo de espera para abrirmos o coração a Cristo ressuscitado…

Aleluia! Aleluia! Aleluia!

 

 

 

A Vigília de Páscoa era para o Padre Correia da Cunha a mais importante celebração do calendário cristão. Esta vigília realizava-se em plena escuridão da noite de Sábado Santo (o Padre Correia da Cunha requeria aos Serviços Eléctricos da CML que a iluminação pública e do monumento fosse suprimida durante nessa noite) para um maior resplendor da enorme fogueira que se efectuava nas amplas escadarias do templo.
 
Os paroquianos e pessoas de toda a Lisboa, em grande número, ali presentes, aguardavam a chegada do Padre Correia da Cunha revestido da sua rica capa de asperges, acompanhado dos seus muitos acólitos. Ao surgir o cortejo processional no portal do Mosteiro Vicentino, era ateada a enorme fogueira e assim se davam início às solenes celebrações festivas da Ressurreição de Cristo. O fogo, como referia o Padre Correia da Cunha, purifica e limpa o impuro.
 
Iniciava-se esta longa liturgia com a solene bênção do lume novo. Este novo fogo simbolizava o esplendor do Cristo ressuscitado, dissipando as trevas. Com ele se acendia o círio pascal, símbolo de Cristo, Luz do Mundo.
 
O círio pascal era abençoado com um longo rito muito antigo.
 
O Padre Correia da Cunha traçava com um pequeno espadim, que guardava da sua passagem na Marinha Portuguesa, uma cruz no círio pascal. Em cada ponta da cruz e no meio, colocava grãos de incenso, representando as cinco chagas de Cristo. Acima da cruz escrevia a primeira letra (alfa) e abaixo a última letra do alfabeto grego (ómega). Finalmente, era colocado um pequeno autocolante assinalando o ano litúrgico.
 
Havia um rito executado pelo Padre Correia da Cunha, da sua autoria, que era a entrega pública do anterior círio, que durante todo o ano havia iluminado a comunidade cristã de São Vicente de Fora, a uma família seleccionada por ele da paróquia. Este deveria continuar a iluminar essa família. Haverá assim na paróquia de São Vicente de Fora muitos lares aos quais foram confiadas as missões de zelarem pela presença da Luz de Cristo. Ainda hoje, guardo religiosamente em minha casa, em lugar de referência, um círio pascal dessa época.
 
O novo círio, carregado pelo Padre Correia da Cunha, era conduzido até ao altar-mor, através da imensa nave da igreja em completa escuridão, parando três vezes e cantando a aclamação: “ Lumen Christi” ou qual todos respondíamos “Deo Gratias”. Este cortejo da nova luz, simbolizava que Cristo ilumina os caminhos dos homens e que o seu calor purifica o coração acendendo nele a Fé e o Amor.
 
 
 
Com a chegada ao altar-mor, o círio era colocado num harmonioso tocheiro, em lugar de destaque dignamente preparado e decorado de ricos arranjos florais. O cirio pascal ali ficava em evidência até ao Pentecostes, dia em que se celebrava a vinda do Espírito Santo à Igreja.
 
 
 
 
Todos empunhando a vela que previamente se havia acendido no cirio pascal, assistíamos ao incensar do mesmo pelo Padre Correia da Cunha, enquanto entoava o belo canto Exulted” de tradição secular, no qual se exultava a vitória de Jesus Cristo sobre a morte.
 
Após se ter procedido ao apagar das velas, todos os participantes aguardavam em profundo silêncio a Liturgia da Palavra que era composta de sete leituras do Antigo Testamento e salmos.
 
Depois de concluídas estas leituras, de rompante era proclamado solenemente o “Glória in Excesis”. Os sinos e as campainhas eram tocados no interior do templo, enquanto um grupo de jovens dobravam os sinos do majestoso templo, nas torres da igreja que se faziam ouvir por toda freguesia.
 
A vigília de Sábado Santo era aguardada por todos como o alcançar do clímax, pois caminhando na escuridão o grande desejo de cada um era celebrar a Ressurreição como prémio de um novo tempo de vitória.
 
O celebrante retirava a sua capa de asperges e paramentava-se com o mais belo e rico paramento, enquanto o coro entoava cânticos de júbilo cristão, acompanhado do magnífico órgão barroco. O Padre Correia da Cunha já devidamente paramentado sobre o pedestal berrava: Aleluia! Aleluia! Aleluia! Cristo Ressuscitou!!!
 
Após as leituras e a homília, a água da pia baptismal era solenemente abençoada, havendo o mergulho do círio pascal na mesma. Os candidatos ao baptismo eram chamados para receberem o sacramento de iniciação cristã. Após esse ritual e feita a renovação das promessas do baptismo por todos os presentes, era aspergida a água benta por todos os fiéis que se encontravam no templo.
 
 
Seguia-se a oração universal, pedindo pelos recém-baptizados, familiares e toda a comunidade e finalmente entrava-se na Liturgia Eucarística. Esta era a primeira missa do dia de Páscoa, que terminava quase com o romper do dia.
 
 
 
Estudioso e profundo conhecedor da Liturgia Pascal, o Padre Correia da Cunha esteve ligado à tradução de muitos livros cerimoniais, dando-nos através deles a conhecer a história e as tradições ligadas às celebrações da Semana Santa.
 
Lembro-me de ouvir-lhe muitas vezes afirmar que as cerimónias deveriam ser simples mas significativas. As Semanas Santas celebradas na Igreja de São Vicente de Fora ainda hoje perduram, na lembrança de muitos que viveram com ele esses momentos inesquecíveis. A sua sabedoria Litúrgica e a sua fascinante personalidade reuniam nestas celebrações centenas de pessoas de toda a cidade. Estou seguro que estas celebrações estarão gravadas para sempre na memória dos que as viveram, bem como este homem e sacerdote, de invulgar estatura e sensibilidade.
 
O Padre Correia da Cunha deixou-nos uma admirável herança e temos todos obrigação, para com a sua grata memória, de estarmos à altura de a compreender e respeitar.



















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segunda-feira, 18 de março de 2013

PE. CORREIA DA CUNHA E A SEMANA SANTA










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“ HAVERÁ SEMPRE UMA CRUZ IRRADIANDO SOLIDARIEDADE AOS HOMENS DE BOA VONTADE…”



Estamos prestes a reviver mais uma Semana Santa, tempo litúrgico de excelência, para uma forte reflexão sobre a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, e de aprofundamento e crescimento da nossa fé.

Na paróquia de São Vicente de Fora, o Padre Correia da Cunha sabia muito bem da importância dessa semana e guardava com todo o zelo esses dias como os mais santos do ano litúrgico.

Os cerimoniais da Liturgia da Semana Santa eram cuidadosamente estudados e ensaiados pelos afectuosos jovens (meninos do coro, acólitos e leitores) da paróquia. Durante semanas, sob a orientação do seu coadjutor Revdº José Mitchel, treinavam para que todo o cerimonial ocorresse sem falhas. O Padre Correia da Cunha socorria-se das velhas memórias dos encantamentos da Semana Santa, através dos muitos símbolos e elementos da Paixão de Cristo.

Todos os anos, a majestosa igreja de São Vicente de Fora abarrotava de pessoas vindas de todos os bairros de Lisboa, para as solenes celebrações da Semana Santa realizadas pelo Padre Correia da Cunha. Eram verdadeiros actos de genuína piedade e silêncios. Afirmo com a certeza absoluta que esses longos cerimoniais fortificavam a nossa fé, pois eram sentidos e participados como autênticos e verdadeiros retiros espirituais.



PADRE JOSE FELICIANO ROCHA ALCOBIA E PADRE CORREIA DA CUNHA
Mas era na sexta-feira Santa, que o Padre Correia da Cunha nos convidava para uma vez mais nos prostramos religiosamente diante da Cruz e beijarmos a imagem martirizada do guia da nossa civilização. Ali, reverenciávamos os nossos sentimentos humanos em holocausto ao Divino Mestre, cujas suas palavras até hoje não foram reprovadas nem ouvidas:
Que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei”.
A grande mensagem deixada por Ele para os seus seguidores vindouros.
Com toda a força que sua voz lhe permitia, lembrava o Padre Correia da Cunha: “ Como é possível que passados quase dois mil anos, nós, a começar por mim, não tenhamos ainda compreendido a profundidade das Suas palavras… Vivemos egoisticamente para nós mesmos, afogados de ambições…, com desejos de superioridade. Somos uns errantes deambulando pela vida. Somos escravos das nossas vaidades, traçando os nossos próprios erros…”.
Ouvi muitas vezes ao Padre Correia da Cunha que não era preciso ser religioso ou andar a bater com as mãos no peito e a papar missas todos os dias, para se compreender a abnegação dos princípios cristãos, pois bastava olhar para a Cruz, o símbolo cristão, para compreendermos toda a grandiosidade da Sua obra de Amor pela humanidade.
Jesus Cristo deixou estampado nas suas doutrinas o caminho recto que devemos trilhar. Mas nós, nutridos com as nossas ambições desmedidas, com as nossas preocupações ignotas e com as nossas ânsias furiosas de postarmos além de nós mesmos, esquecemo-Lo.
Recordo-me dessas sextas-feiras, naquele ambiente cinzento e sóbrio, de fazer a genuflexão diante da cruz e beijá-la. Era um momento em que sentíamos uma réstia de luz que invadia os nossos corações na busca da verdadeira sabedoria, firme e indissolúvel, que nos conduzia à vida da verdadeira fraternidade cristã.
Que pensaria hoje, o Padre Correia da Cunha ao ouvir o sucessor de Pedro a falar das hipócritas vivências dos membros da corte da Igreja? E das palavras de Jesus Cristo aproveitadas para assegurarem o poder e a superioridade de uns sobre outros?

O Mestre sempre pregou a humanidade, a solidariedade, a compaixão e a resignação e morreu estendido numa cruz, convicto que os Homens o seguiriam.

Mas todos nós persistimos no erro, escravizando-nos à vaidade dos nossos preconceitos, à luta contra nós mesmos e contra os próprios ensinamentos de Jesus Cristo.

As infindáveis cerimónias da Semana Santa, do meu tempo de infância, estão bem vivas na minha memória. Cumpríamos todos os rituais sagrados e ajudados pelo Padre Correia da Cunha éramos inspirados a orientar os nossos comportamentos, galvanizados pelos fascinantes encantos que esses sinais fantásticos de religiosidade e santificação nos transmitiam. Na sexta-feira da paixão, as lágrimas dos pecadores arrependidos faziam a Natureza renascer. Infelizmente, naquela paróquia tudo se foi perdendo, de geração em geração…
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terça-feira, 5 de março de 2013

PE. CORREIA DA CUNHA E O SEU PRIOR

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

“Aqueles que querem viver sabem onde e donde devem viver!”

 

 

A infância do pequeno Zezito foi vivida em Lisboa, na freguesia de Arroios. Aprendeu as primeiras letras na escola primária do bairro. Frequentava assiduamente a Catequese, na antiga igreja de São Jorge de Arroios, onde contava com a imensa admiração da Srª D. Olga Violante e o estímulo do seu adorável prior, Con. Dr. Martins Pontes, que desde 1 de Dezembro 1912 assumira a paroquialidade e à qual se dedicaria durante 32 anos. O Cónego Pontes era uma das mais prestigiosas, bondosas e cultas personalidades do clero português.
 
 
 
 
 
Foi a estas duas personalidades, que o Zezito ficou a dever o despertar da sua vocação e a sua entrada no Seminário de Santarém. Ali se concentrou no estudo, formação da inteligência e do caracter. Só assim conseguiu um trabalho fecundo, numa disciplina interior que o acompanhou ao longo de toda a sua vida pastoral.
 
 
 
 
 
 
 
 
No ano de 1937, em que se comemoravam as Bodas de Prata como pároco da Freguesia de São Jorge de Arroios, houve naquela paróquia uma série de festas, para homenagear o Sr. Con. Dr. Martins Pontes, que nascera em Paderne (Algarve) no dia 5 de Outubro de 1874. Iniciara os seus primeiros estudos nos colégios franciscanos de S. Bernardino e de Montariol, entrando em 1898 para o Seminário de Faro, onde alcançou os primeiros prémios em todas as disciplinas do curso.
 
Pelas nove horas do dia 1 de Dezembro, com o templo repleto de fiéis, o Rev. Pe. José da Costa Pio, coadjutor da paróquia, acolitado pelos padres Lemos e Vitor, e tendo como mestre-de-cerimónias o Dr. Honorato Monteiro, celebrou uma missa cantada a grande instrumental.
 
Estavam presentes, além de todas as irmandades da paróquia, o Sr. Dr. Manuel Anaquim, vigário geral do Patriarcado de Lisboa, que representava o Sr. Cardeal Patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira, o Mons. Dr. Pereira dos Reis, reitor do Seminário dos Olivais acompanhado do jovem seminarista José Correia da Cunha, a deputada Dr.ª Maria Guardiola e muitos vultos com evidência no Cabido.
 
 
 
Ao evangelho o Rev. Dr. Raul Machado proferiu um brilhante discurso, recordando a vida do antigo secretário do Cardeal Patriarca de Lisboa D. António Mendes Melo - o cónego Dr. Martins Ponte, destacando as imensas qualidades e actividades assim como a criação de muitas obras pias, deste ilustre pároco.
 
 

O Padre Martins Pontes ordenou-se em 1901.Nesse mesmo ano partiu para Roma, a frequentar a Universidade Gregoriana, e ali se doutorou em Teologia com grande relevo. De volta a Portugal, no ano de 1904 foi nomeado cónego da Sé de Faro. Era então bispo do Algarve, o Sr. D. António Mendes Belo. A seguir foi feito professor do Seminário Maior, regendo Teologia Dogmática e Filosófica.
 
Quando D. António Mendes Belo ascendeu ao Patriarcado de Lisboa, o Cónego Martins Pontes acompanhou-o sendo nomeado em Agosto de 1905 Cónego da Sé de Lisboa, e logo a seguir Juiz Desembargador da Relação e Cúria Patriarcal assim como examinador pro-sinodal.
 
De vastíssima cultura latinista de primeira plana, o Cónego exerceu altos cargos no Patriarcado, foi secretário do Concilio Plenário Português, redigindo todas as actas em latim.
  
Colaborou em muitos jornais e revistas, nomeadamente no «Correio Nacional», «Novidades», «Palavra», «Lumen»… tendo sido co-fundador enquanto estudante, na Itália, do jornal «Ecos de Roma».
 
Realizou centenas de conferências, notáveis todas pelo aprumo e conhecimento profundo dos assuntos versados.
 
 
Naquele primeiro de Dezembro do ano de 1937, depois de um TE-DEUM solene, sob a presidência do homenageado, dirigiram-se todos os presentes à sacristia, onde se realizou uma sessão cultural, em sua honra, à qual presidiu o Sr. Dr. Manuel Anaquim, como representante do chefe da Igreja Portuguesa.
 
Foi descerrada uma lápide comemorativa dos vinte e cinco anos de serviço na paróquia de Arroios, acto que foi sublinhado por uma fortíssima salva de palmas de todos os presentes.


 

Seguidamente o então seminarista José Correia da Cunha declamou várias poesias do seu poeta de eleição: António Correia de Oliveira.
 
Esperança Nossa
 
Como se espalha a luz ao vir da aurora,
Ao vir da noite se derrama a treva
E em nódoa alastra pelo mundo fora:
 
Assim as gerações de Adão e Eva
Caminham, pela terra, à vida e à morte,
Qual turbilhão de pó que o vento leva.
 
De nascente a poente, ao sul e ao norte,
Não houve mar, deserto nem montanha,
Bradando-lhes: - “ Parai! Eu sou mais forte”
 
Aos ímpetos, de rôjo, ou em tamanha
Altura de almas…Como a águia e o verme,
Lá vão! Lá vão: e a Dor as acompanha.
 
Alguma tombe, ou se em marasme e enferme
Em pântanos de usada raça e herança,
Outra lhe passa sobre o corpo inerme.
E a Onda Humana eternamente avança,
Aflui, reflui: espuma e lôdo, à tona
Dos estos abismais, - Saudade e Esp’rança;
 
E a Onda Humana se embravece e entona
Na voz das Epopeias, ou desmaia 
E em rouco De-profundis se abandona;
 
E a Onda Humana eternamente ensaia
O novo arranco, entre a Verdade e o Mito,
Da praia certa à imaginária praia.
 
…/…
 
Aquele dia causou muitas recordações ao jovem seminarista do período em que menino ajudava à missa. Deixando-se invadir pela beleza poética da liturgia e dos sermões do homenageado que eram plenos de conteúdo hermenêutico e exegético.
 
O Cónego Martins Pontes tinha um grande afecto pelo jovem seminarista da sua paróquia e aproveitou para lhe agradecer aquele belo momento cultural, com toda a sua simpatia, simplicidade e modéstia.
 


Três anos depois (1940), esta comunidade paroquial de São Jorge de Arroios teria sobejos motivos de alegria: A celebração da missa nova do jovem presbítero Correia da Cunha. É no altar dessa igreja que de joelhos agradece a Deus ter-lhe concedido esta bênção. Felicitar o homem que Ele escolhera para despertar no coração do pequeno Zezito a merecedora missão de oferecer dignamente sobre o altar o Santo Sacrifício da Missa.

 

São fotos desse dia que servem para ilustrar este presente texto.

 

Estudar e pregar Jesus Cristo como toda a crescente paixão, foi a grande missão em que o Padre Correia da Cunha se empenhou no serviço de entrega incondicional a Deus, à Igreja e aos irmãos.

 

Como sempre o ouvi referir: “ Um padre não vive para si, mas para a comunidade. Nada há de individualista na vida pastoral do padre a não ser a procura de corresponder ao tempo em que vive…”                                                                          

 

 

Passados 4 anos, no dia 26 de Setembro de 1944, o Padre Correia da Cunha concelebrava numa missa de “Requiem” na Igreja de São Jorge de Arroios.

Era o dia do funeral do seu bom amigo prior: Cónego Martins Pontes.

As cerimónias constituíram uma imponente manifestação de pesar. Integraram-se no cortejo fúnebre para o cemitério do Alto de São João, o Sr. General Amílcar Mota, Conselheiros Abel de Andrade e João Azevedo Coutinho; Doutores Pinto de Carvalho, Raul Antero, Castro Caldas, Antunes dos Santos e Pais Ferreira. Condessa de Sintra e Condes de Sabugosa e de São Lourenço.

 

 

Durante 32 anos de grande dedicação à Paróquia de São Jorge de Arroios, ainda hoje é recordado pela obra que realizou naquela comunidade cristã, conseguindo conquistar rapidamente, a consideração e o respeito de todos os seus paroquianos.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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