quarta-feira, 31 de outubro de 2012

PE CORREIA DA CUNHA E 1º ANIVERSARIO “OBJECTIVO”

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“ CONSTRUIR COMUNIDADE”





Faz hoje precisamente quarenta e um anos, que nasceu na Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora um “novo” Grupo de Jovens.
Foi no dia 31 de Outubro do ano 1971, em resposta a um convite lançado pelos Padres: Correia da Cunha, Ismael Sanches e José Diogo, que se realizou o grande Encontro Festa da Juventude da Paróquia de São Vicente de Fora. O propósito desta reunião era aprofundar e traçar “novos” caminhos, a partir de Cristo, à juventude da paróquia e contribuir para a renovação da Comunidade cristã.
Mas como não poderia deixar de ser, para haver festa, o Padre Correia da Cunha fazia questão que a “malta jovem” regasse as sedentas gargantas com um bom vinho novo no grande magusto que organizou para a esse magnânimo acontecimento.





“OBJECTIVO” foi o nome adoptado para o novo Grupo que surgia constituído por um alargado número de jovens de ambos os sexos, com o forte desejo de servir o Amor a Cristo e à Comunidade.
Todos os irmãos paroquianos acolheram este novo grupo de jovens, entusiasticamente vendo nele ventos de mudança e esperança na construção de um mundo melhor!




Hoje quero aqui recordar o primeiro aniversário do Grupo de Jovens “OBJECTIVO” que foi marcado por um vasto programa cultural.
Foram utilizadas as instalações do GRUPO “OBJECTIVO”, sediadas nos imensos claustros do Mosteiro de São Vicente de Fora para a organização de uma Exposição do Salão de Artes, com pinturas e esculturas, trabalhos da autoria destes habilitados artistas jovens e agentes dinamizadores da paróquia. Este evento contou com umas largas dezenas de trabalhos que atraíram um elevado número de visitantes.




Mas tratando-se de um Grupo de Jovens Cristãos, não poderia deixar de se incluir na programação das festas de aniversário uma celebração Eucarística de Acção de Graças, com acompanhamento de violas e belos cânticos desses tempos, assim como um grandioso almoço de confraternização com todos os elementos do grupo.

Também era objecto de interesse do Grupo de Jovens o desporto; assim ficou ligado a essa comemoração um Torneio Quadrangular de Andebol, em que foi disputada a Taça Padre Correia da Cunha.

A encerrar as comemorações do primeiro ano da existência deste grupo juvenil realizou-se no Salão de Festas das OGFE (Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento do Exército) um espectáculo de variedades. Sobre o palco cedido gentilmente pela Direcção dessa prestigiada instituição a pedido do Capelão da casa, Padre Correia da Cunha.






Recordo tratar-se de uma emissão televisiva experimental da RTO (Radio Televisão Objectivo).

Nessa emissão foi efectuada uma excelente entrevista ao popular padre ZÉZITO, filho da Ti’Amália das hortaliças, como carinhosamente gostava que o tratassem, pois era com muito orgulho e amor que recordava a sua ditosa mãe.

Nesse momento “televisivo” o Padre Correia da Cunha descreveu todo o percurso desde o seminário até à ordenação sacerdotal, recordando assim o seu chamamento para o serviço de Deus, Igreja e irmãos em Cristo. E com a sua humildade sempre se manifestou totalmente disponível para colaborar na formação humana e cristã da juventude. O final apoteótico deste espectáculo contou com a participação de Maria do Amparo e Carlos Alberto Moniz que estavam iniciando a sua carreira musical já bem reveladora de muito talento, atitude e determinação não deixando dúvidas de que obteriam um enorme triunfo no mundo do panorama musical.

Sei que todo este espectáculo de variedades foi gravado, pelo que me atrevo a pedir que se realize um encontro que permita uma visualização dessas filmagens e se possível a cedência de cópias dessa gravação que certamente poderia fazer muitos dos seus amigos gozarem da presença espiritual do inesquecível Padre José Correia da Cunha. Todos desejam que a sua memória continue viva e a iluminar o caminho da juventude.
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domingo, 7 de outubro de 2012

PE CORREIA DA CUNHA E O REGRESSO À CATEQUESE

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“As tarefas fundamentais da catequese: ajudar a conhecer, celebrar, viver e contemplar o mistério de Cristo.”




Era num domingo do mês de Outubro que se dava início ao novo ano catequístico, pelas dez horas, na celebração eucarística comunitária com a igreja completamente repleta de gente!
As portas da bela igreja paroquial de São Vicente de Fora abriam-se para acolher em jubiloso regozijo, centenas de crianças, que vinham para a Catequese na busca de viver e contemplar o mistério de Jesus Cristo. Era a resposta de cada um ao chamamento!
A obra da Catequese era considerada pelo Padre Correia da Cunha como a actividade mais primordial da Comunidade Cristã.
Esse maravilhoso dia era o símbolo da fraternidade e solidarização, dando-se durante o mesmo, oportunidade a todas aquelas crianças, que acalentavam sentimentos, de muita esperança e felicidade, no encontro fraterno com amigos e catequista.
O Padre Correia da Cunha tinha bem presente que aquelas crianças simbolizavam o futuro da comunidade e da Igreja. Os traços primordiais da sua vida sacerdotal sempre foram o de ser um verdadeiro mestre.
O mês de Outubro era o regresso às “aulas” de catequese. Havia em todas aquelas crianças o ardente desejo de apreenderem a mensagem da BOA NOVA. A Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora contava com um imenso grupo de catequistas, que traziam em si o traço indelével do seu bom e dilecto mestre: Padre Correia da Cunha.
A sua vocação e destino eram de ser um evangelizador, espargindo a sua rara e imensa sabedoria sobre a ignorância.
Com profunda emoção, desejo prestar aqui uma merecida homenagem aos catequistas de São Vicente de Fora: Ana Themudo Barata (1922-1982), Carlos Barradas (1926-2008), Casimiro Ferreira (1928-2009), António Simões (1925-2007), Irmã Gina Magagnotti (1920-1989), António Melo e Faro(1949-2004), Patrocinia Dias (1929-1989), Natália Oliveira (1951-2011), Judite Martins (1942-2012) Carolina Saraiva, João António, Suzete e João Baptista, Teresa e Manuel Taledo, José Martins Sanches, Dores, Rogério Martins Simões, João Rosa, Fernanda Gaspar, Hermínia, José Manuel Nunes, Zélia Nunes, Gina Gomes, Teresa Gomes, Dulce, Ermelinda, Mário Jorge, Maria de Jesus, Maria do Céu, Luísa Rei,  Helena Simões, Ir. Ana Guerra, Ir. Eulália, Ir. Escolástica…
 (e muitos outros que aguardo a vossa informação para aqui colocar os seus nomes).




Creio sinceramente que de todas as artes a mais bela e mais sublime e a mais difícil é a arte de ensinar. Por isso o meu respeito aos catequistas que contribuíram na minha educação cristã.





Os catequistas eram gente generosa que procuravam viver a sua fé intensamente, dando sempre o melhor neste trabalho de educadores da Fé, em comunhão com o Padre Correia da Cunha. O seu carisma era exigente, pois tinham a missão de acolher aquelas crianças e transmitirem a mensagem evangélica e a experiência de vida cristã. Com os seus gestos de ser, de agir, de falar e de fazerem presente em cada momento das suas vidas que eram amados e queridos por DEUS. Na catequese, apreendíamos a amar Jesus e, através da sua amizade, a viver uma vida nova e plena de felicidade.
O Padre Correia da Cunha considerava que era mostrando-nos as coisas simples que Jesus se revelava na simplicidade do nosso dia-a-dia, na beleza de uma flor, num abraço sincero, numa palavra amiga… Foi naqueles espaços do Mosteiro de São Vicente de Fora, que muitos de nós, na companhia desse notável mestre e sapientes catequistas, aprendemos a descoberta de um Deus que é Amor.






O Padre Correia da Cunha não negligenciava esta sua imensa responsabilidade, pois tinha bem presente que cada criança da catequese lhe estava confiada por Deus, pelo que a acolhia com todo o seu carinho e amizade.





Hoje publico fotos de momentos do Padre Correia da Cunha com as crianças da catequese e estou seguro que muitas delas souberam respeitar o sacrifício desse abnegado padre que enrugou a sua vida como grande apóstolo da educação da fé.


Os traços das nossas vidas prolongam-se desde a infância até à maioridade, assinalando etapas em cada curva dos nossos destinos. Relembrar hoje a abertura das portas daquela imensa igreja, no dia do regresso à catequese paroquial, traz-me à memória as imensas famílias que procuravam, naqueles tempos, ajuda na mais santa missão que era a de educarem os filhos na fé cristã, pois como referia Padre Correia da Cunha: “ Os pais são os primeiros e insubstituíveis educadores dos seus filhos…”

A paróquia de São Vicente de Fora chegou a ter 500 crianças inscritas na catequese, de ambos os sexos. Todos os membros da Comunidade, em torno do seu pároco, tudo faziam para preencher os corações de amor e felicidade, desses meninos e meninas.
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PE CORREIA DA CUNHA E O REGRESSO À CATEQUESE

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“As tarefas fundamentais da catequese: ajudar a conhecer, celebrar, viver e contemplar o mistério de Cristo.”




Era num domingo do mês de Outubro que se dava início ao novo ano catequístico, pelas dez horas, na celebração eucarística comunitária com a igreja completamente repleta de gente!
As portas da bela igreja paroquial de São Vicente de Fora abriam-se para acolher em jubiloso regozijo, centenas de crianças, que vinham para a Catequese na busca de viver e contemplar o mistério de Jesus Cristo. Era a resposta de cada um ao chamamento!
A obra da Catequese era considerada pelo Padre Correia da Cunha como a actividade mais primordial da Comunidade Cristã.
Esse maravilhoso dia era o símbolo da fraternidade e solidarização, dando-se durante o mesmo, oportunidade a todas aquelas crianças, que acalentavam sentimentos, de muita esperança e felicidade, no encontro fraterno com amigos e catequista.
O Padre Correia da Cunha tinha bem presente que aquelas crianças simbolizavam o futuro da comunidade e da Igreja. Os traços primordiais da sua vida sacerdotal sempre foram o de ser um verdadeiro mestre.
O mês de Outubro era o regresso às “aulas” de catequese. Havia em todas aquelas crianças o ardente desejo de apreenderem a mensagem da BOA NOVA. A Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora contava com um imenso grupo de catequistas, que traziam em si o traço indelével do seu bom e dilecto mestre: Padre Correia da Cunha.
A sua vocação e destino eram de ser um evangelizador, espargindo a sua rara e imensa sabedoria sobre a ignorância.
Com profunda emoção, desejo prestar aqui uma merecida homenagem aos catequistas de São Vicente de Fora: Ana Themudo Barata (1922-1982), Carlos Barradas (1926-2008), Casimiro Ferreira (1928-2009), António Simões (1925-2007), Irmã Gina Magagnotti (1920-1989), António Melo e Faro(1949-2004), Patrocinia Dias (1929-1989), Natália Oliveira (1951-2011), Judite Martins (1942-2012) Carolina Saraiva, João António, Suzete e João Baptista, Teresa e Manuel Taledo, José Martins Sanches, Dores, Rogério Martins Simões, João Rosa, Fernanda Gaspar, Hermínia, José Manuel Nunes, Zélia Nunes, Gina Gomes, Teresa Gomes, Dulce, Ermelinda, Mário Jorge, Maria de Jesus, Maria do Céu, Luísa Rei,  Helena Simões, Ir. Ana Guerra, Ir. Eulália, Ir. Escolástica…
 (e muitos outros que aguardo a vossa informação para aqui colocar os seus nomes).




Creio sinceramente que de todas as artes a mais bela e mais sublime e a mais difícil é a arte de ensinar. Por isso o meu respeito aos catequistas que contribuíram na minha educação cristã.





Os catequistas eram gente generosa que procuravam viver a sua fé intensamente, dando sempre o melhor neste trabalho de educadores da Fé, em comunhão com o Padre Correia da Cunha. O seu carisma era exigente, pois tinham a missão de acolher aquelas crianças e transmitirem a mensagem evangélica e a experiência de vida cristã. Com os seus gestos de ser, de agir, de falar e de fazerem presente em cada momento das suas vidas que eram amados e queridos por DEUS. Na catequese, apreendíamos a amar Jesus e, através da sua amizade, a viver uma vida nova e plena de felicidade.
O Padre Correia da Cunha considerava que era mostrando-nos as coisas simples que Jesus se revelava na simplicidade do nosso dia-a-dia, na beleza de uma flor, num abraço sincero, numa palavra amiga… Foi naqueles espaços do Mosteiro de São Vicente de Fora, que muitos de nós, na companhia desse notável mestre e sapientes catequistas, aprendemos a descoberta de um Deus que é Amor.






O Padre Correia da Cunha não negligenciava esta sua imensa responsabilidade, pois tinha bem presente que cada criança da catequese lhe estava confiada por Deus, pelo que a acolhia com todo o seu carinho e amizade.





Hoje publico fotos de momentos do Padre Correia da Cunha com as crianças da catequese e estou seguro que muitas delas souberam respeitar o sacrifício desse abnegado padre que enrugou a sua vida como grande apóstolo da educação da fé.


Os traços das nossas vidas prolongam-se desde a infância até à maioridade, assinalando etapas em cada curva dos nossos destinos. Relembrar hoje a abertura das portas daquela imensa igreja, no dia do regresso à catequese paroquial, traz-me à memória as imensas famílias que procuravam, naqueles tempos, ajuda na mais santa missão que era a de educarem os filhos na fé cristã, pois como referia Padre Correia da Cunha: “ Os pais são os primeiros e insubstituíveis educadores dos seus filhos…”

A paróquia de São Vicente de Fora chegou a ter 500 crianças inscritas na catequese, de ambos os sexos. Todos os membros da Comunidade, em torno do seu pároco, tudo faziam para preencher os corações de amor e felicidade, desses meninos e meninas.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

PE CORREIA DA CUNHA E AS TASCAS

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« MÃO QUE AMPARA COPO,AMPARA AMIGO!»






O Padre Correia da Cunha conhecia como ninguém todas as tascas e tabernas da sua paróquia, assim como as do vizinho bairro de Alfama. Sentia-se atraído por aqueles espaços. Hoje reconheço que saborear e apreciar um bom copo de vinho era para ele apenas um pretexto.
As tascas eram fundamentalmente locais humanos, onde pese embora o cheiro do vinho e da vozearia, subsistia o convívio estreito dos homens do bairro nas horas vagas.
 O Padre Correia da Cunha tinha um dito que hoje aqui recordo:
 “ Mão que ampara copo, ampara amigo!”. Não havia um só paroquiano que não conhecesse este popular padre e para muitos não era de irem buscar as estâncias da sua igreja ou assistirem aos rituais canónicos por ele celebrados.
Pagar um copo de vinho pelas imensas tabernas do bairro era, na maioria das vezes, a forma de encontrar e fazer bons amigos: gente humilde, trabalhadora e de uma enorme generosidade, que ele tanto adorava saudar fraternalmente. Aproveitava sempre estes momentos para abordar e fazer catequese sobre os mais diversos temas espirituais e humanos. Era a forma que o Padre Correia da Cunha encontrava para encher as almas de tão virtuosas pessoas que ele considerava dotadas das maiores honras e plenitudes.
Assisti muitas vezes ao Padre Correia da Cunha pagar rodadas de vinho tinto, mas em alguma circunstância senti que essa sua atitude correspondesse a algum desejo ou necessidade de afirmação.
Era bonito observar aquele homem, envergando as suas vestes clericais, batina ou fato e cabeção, a saborear um copo de vinho acompanhado de um pastel de bacalhau que retirava dos expositores que existiam sobre as pedras de mármore dos balcões.






Naquele tempo, as enormes pipas de madeira ainda se encontravam majestosamente à vista de todos e o folclore interior do estabelecimento centrava-se no tasqueiro que soltava brados: “ Sai mais uns púcaros, para quem tem sede!”


O cheiro a vinho, o ambiente escuro e a presença de algum bêbado a perturbar o são e alegre convívio desta honrosa gente frequentadora destes espaços, eram para o Padre Correia da Cunha aspectos superficiais. Não subscrevia os ditames dos “envernizados” da época na reprovação da existência das seculares tabernas e tascas em Lisboa.






A razão destes estabelecimentos de comércio artesanal no coração dos bairros típicos de Lisboa era serem espaços para ocupação dos tempos livres de muitos cidadãos honestos e trabalhadores. Eram espaços frequentados por gente pobre. Boa gente! Possuidoras de bons princípios morais, por vezes superiores aos difamadores que afirmavam com ingénuo pudor que os homens que diariamente frequentam estes “maus ambientes” das tabernas e tascas eram seres desprezíveis. Mas foi por eles que Jesus Cristo veio… não deixava de recordar o Padre Correia da Cunha.



Lembro que o Padre Correia da Cunha era assíduo visitador do seu velho amigo António dos Santos, no seu cantinho em Alfama, perto do Chafariz de Dentro. António de Alfama era um antigo marinheiro – homem do povo – que cantava baladas maravilhosas que recordavam ao Padre Correia da Cunha o murmúrio do Mar.

Naquela taberna do Beco do Azinhal, com os parceiros das farras, ele sentia as muitas noites passadas no alto mar onde o seu coração de capelão da armada se deixava invadir pelo romantismo e poesia.       

Estes dois marinheiros bem sabiam o que é a nostalgia da Pátria, as recordações da terra e dos amigos…                                        

Como diria o Padre Correia da Cunha, nas tascas e tabernas sempre se encontra gente de todos os tipos e tipos de toda a gente e ali bem podia examinar os sentimentos dos seus irmãos em Cristo.                                                                

 O bom pastor é aquele que vai ao encontro das ovelhas. Não são as ovelhas que vêm ao encontro do pastor.








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