quinta-feira, 19 de abril de 2012

ALA DOS AMIGOS DE PE. CORREIA DA CUNHA

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Os amigos que partiram…








IN MEMORIAM

TENENTE GENERAL MANUEL FREIRE THEMUDO BARATA  

1919-2003





MANUEL FREIRE THEMUDO BARATA (1919-2003), natural da freguesia de Estarreja, nasceu no dia 24 de Agosto de 1919.


Quando passam nove anos sobre a sua partida para o PAI, há no mínimo que lembrar e honrar aquele que ao longo dos anos, pelas suas iniciativas e pelas obras, muito fez em prol da sua Comunidade Nacional e Paroquial.



Homenagem justa a alguém que soube, antes de tudo, viver com dignidade a sua vida, sempre com paixão, como é próprio das grandes almas, que não se contentam com o pouco, nem se deixam limitar pela mediocridade.



Cumpriu comissões no ex-ultramar, nomeadamente como comandante do batalhão de artilharia antiaérea nº 1886, mobilizado para Angola (1966-1968).


Durante a sua longa carreira militar, exerceu variadas funções, das quais se destacam, as de Comandante do RAAF (1968-1971), de Comandante Militar – Governador de Cabinda e de Director do Instituto Altos Estudos Militares.


A profunda consciência cristã de Themudo Barata levavam-no a participar diariamente na Eucaristia celebrada pelo Padre Correia da Cunha. A sua dedicação à Paroquia de São Vicente de Fora era limitada enquanto desempenhou altas funções militares.



Só com a passagem à situação de reserva pode extremar com o seu espírito forte e grande alma o seu envolvimento permanente nas actividades da vida paroquial.


É meu entendimento que a escolha providencial do carismático General a um total empenhamento na vida paroquial se deve a um “chamamento” interior da sua amada irmã Anita, que faleceu no ano de 1982. Anita era um exemplo de grandes virtudes. Continua imortalizada na Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora, pelo ardor da sua fé e pela sua total dedicação ao serviço dos irmãos. O seu entusiasmo e esforços muito contribuíram para o engrandecimento da vida de muitas gerações de adolescentes e jovens.


O General Themudo Barata, logo no ano de 1982, presidiu à Comissão Executiva para as Comemorações do IV Centenário da Reconstrução da Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora, que tiveram um variado conjunto de cerimónias comemorativas durante esse ano.



Para além desse seu empenhamento na formação cristã, humana e cívica dos jovens da comunidade e membro da direcção do Centro Social e Paroquial de São Vicente de Fora, continuou a desempenhar relevantes funções na esfera militar: Presidente da Comissão para o estudo das campanhas de África, de Director do Serviço Histórico Militar, Director da Revista de Artilharia, Provedor da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde e S. Sebastião. Era membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa, Académico de Mérito da Academia Portuguesa da História, Presidente da Direcção da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, Presidente da Comissão Portuguesa de História Militar, Vice Presidente da Comissão Internacional de História Militar,  Sócio correspondente do Instituto de Geografia e História do Brasil e da Academia História Militar do Paraguai.



Leccionou como Professor convidado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e na Universidade Lusíada. Para além da sua presença intensa em diversos Congressos Nacionais e Internacionais, sobre a História Militar, deixou uma vasta obra publicada no âmbito deste tema.



Recordo hoje, um quadro de memória histórico, que me leva ao ano de 1972.

Na véspera de partir para Cabinda, onde iria exercer as funções de Governador, o então Brigadeiro Manuel Themudo Barata esteve no cartório paroquial para um encontro de despedida de bons amigos. Com estima e afeição implorou a bênção do seu pároco: Padre José Correia da Cunha.


O Padre Correia da Cunha conferiu-lhe a bênção e desejou-lhe toda a felicidade em sua gloriosa missão, assim como o compromisso, da família paroquial o ter sempre presente nas suas orações. Era sua convicção que esta nobre missão seria protegida pela Bênção do Céu. Confirma-se hoje pela gratidão do Povo de Cabinda os relevantes serviços sociais desenvolvidos e prestados àquela região. 



Com honra e glória, no dia da Liberdade, 25 de Abril de 2003, partiu para descansar em Deus. Hoje que já não está connosco, terá a companhia eterna daquele que serviu com total entrega e generosidade, pedindo a bênção para todos os seus amigos que tão gratificantes momentos de partilha cristã viveram em sua afável companhia.

A Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora, concedeu ao Gen. Manuel Themudo Barata honras de camara ardente no transepto do majestoso templo. O grupo de jovens da Comunidade Paroquial prestou-lhe uma sentida homenagem, àquele que foi um grande formador da educação cristã e humana. O General Themudo Barata ainda hoje é recordado por todos pelos seus inesquecíveis testemunhos de fé.

Manuel Freire Themudo Barata dorme hoje um sono sagrado, uma vez que os justos e indulgentes homens nunca morrem.

Um dominicano, Fr. Luís de Granada expressava assim a morte dos justos:


"O justo morre cantando como o cisne, dando glória a Deus pelo seu chamamento. Não teme a morte porque temeu a Deus; não teme a morte porque temeu a vida; não teme a morte porque gastou a sua vida em aprender a morrer e a preparar-se para morrer; não teme a morte porque para o justo a morte não é morte, mas sono, mudança, ultimo dia de trabalhos, caminho para a vida e escada para a imortalidade".


São Vicente de Fora e em particular os seus jovens guardam a sua memória com muitas e profundas saudades.


RECEBEI, SENHOR, NA GLÓRIA DO VOSSO REINO O NOSSO IRMÃO.






HOMENAGEM


TENENTE GENERAL MANUEL FREIRE THEMUDO BARATA


25 ABRIL 2003 – 25 ABRIL 2012



9 ANOS DE SAUDADE





No dia da Liberdade do ano de 2003, o General Themudo Barata soltou os laços do desterro da enfermidade para voar ao encontro do Pai, que aguardava esta formosa alma.



Ficou a saudade nos seus jovens e admiradores que bem souberam exprimir os afectos e admiração. Esta enorme e singular figura soube-lhes inspirar os seus nobres exemplos de abnegação e de fidelidade a Jesus Cristo.



Hoje, um grupo de jovens amigos prestou-lhe uma singela homenagem. Uma Solene Celebração Eucarística presidida pelo Revdº Padre Ricardo Ferreira, Reitor da Igreja do Mosteiro de São Vicente de Fora. Esta celebração foi um preceito honroso para se celebrar e manifestar a gratidão que contínua a merecer este inesquecível amigo da Juventude da Paróquia de São Vicente de Fora.










A data foi igualmente marcada com a realização de um Almoço Convívio nas instalações do Centro Social e Paroquial, que o digníssimo General também dirigiu, com elevado espírito de serviço pela felicidade dos irmãos da sua dilecta paróquia.


Familiares, amigos, e admiradores do Senhor General Themudo Barata, não aderiram apenas a esta Sentida Homenagem para esfolhar a saudade da sua memória, como também para não deixarem apagar a imensa luz que contínua a iluminar os horizontes do provir destes imensos jovens.

O Padre António Brás Carreto, ex-pároco de São Vicente de Fora, aproveitou para transmitir aos presentes um fervoroso testemunho de fidelidade à doutrina do Senhor General: «UMA MÃO EM DEUS E UMA MÃO NO PRÓXIMO», sensata frase que descobre todo o sentido para uma verdadeira vivência do Cristianismo no Mundo actual.

Nove anos após a sua partida, ainda hoje, desperta a alegria de grandes salvas de palmas, que foram geradas na manifestação espontânea de mais de uma centena de participantes deste evento, e que permanecerão no coração de cada um de nós.

A terminar uma palavra de agradecimento ao pároco, Padre Nuno Alexandre Machado Tavares, anfitrião deste encontro fraterno, onde tivemos a oportunidade de recordar as imensas virtudes do Senhor Tenente General Manuel Freire Themudo Barata, modesto na aparência mas repleto de generosidade natural. Os seus grandes desejos eram a completa perfeição na vida cristã e na vida pública.






Requiem aeternam donaei Domine,
et lux perpetua luceat ei. Requiescat in pace. Amen.




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25 de Abril de 2003 – 25 de Abril de 2013


No âmbito do 10º aniversário do falecimento do Sr. General Manuel Themudo Barata, no próximo dia 25 de Abril, pelas 11,00 horas, será celebrada Eucaristia por sua alma, na Igreja de São Vicente de Fora.

O Reverendo Padre Dr. Ricardo Ferreira, reitor da Igreja do Mosteiro de São Vicente presidirá a esta piedosa celebração.













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quinta-feira, 5 de abril de 2012

PE. CORREIA DA CUNHA E SUA MAJESTADE EL REI D. MIGUEL

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“SONO FINAL, NO SOLO PÁTRIO… BEM MERECIDO PELO HOMEM REI, COMO CRISTÃO E COMO PORTUGUÊS…”






A 5 de Abril de 1967, faz hoje precisamente quarenta e cinco anos, chegaram a Lisboa em aviões da Força Aérea Portuguesa, os restos mortais do Rei D. Miguel I e sua mulher, a Rainha Adelaide Sofia.
No ano de 1966, celebrou-se o 1º Centenário da morte de Sua Majestade El-Rei Senhor D. Miguel, ocorrida em Bronnbach (Alemanha), no ano 1866.

Um grupo de monárquicos, como apoio do Sr. D. Duarte Nuno de Bragança, intercedeu junto do governo português para recolher de volta os restos mortais deste monarca e esposa ao solo da Lusa Pátria. O pedido foi bem acolhido pelo Presidente do Conselho, que ordenou que as cerimónias dessa trasladação se revestissem de todas as honras de Estado.
No exílio D. Miguel falava do adorado Portugal e vivia permanentemente cercado das boas recordações da sua Pátria. Após o casamento com a princesa D. Adelaide de Loewenstein, D. Miguel sossegou na paz do seu lar, entregando-se à esposa e à educação dos filhos. Mas nunca perdeu o amor pela Pátria – Portugal. Era uma verdadeira paixão. Dizia muitas vezes que nunca mais lá voltaria, morrendo de um angustiante desgosto.

A Rainha Senhora Dona Adelaide aprendera a falar e a escrever português e acompanhava o Rei, seu marido, no vivo e sincero amor pelos portugueses e por Portugal que considerava a Sua Pátria.
Portugal também não o esqueceu, pois quando chegou a triste notícia da sua morte ao Reino, naquela manhã fria de 14 de Novembro, toda a imprensa fez eco da morte do Rei exilado. O Rei D. Luíz I decretou luto nacional por vinte dias.
Voltemos ao dia 5 de Abril de 1967. Foi na bela capela da Base Aérea de Alverca que se deu o reencontro das urnas com os despojos reais de D. Miguel e de Dona Adelaide. Os restos mortais de D. Miguel, oriundos da Baviera, e os da Rainha D. Adelaide, procedentes da Abadia Beneditina de Ryde (Ilha de Wight) e onde professara votos depois da morte do marido, encontravam-se finalmente em Luso território.
Naquele local sagrado, procedeu-se à imposição dos pavilhões reais, seguindo-se o cortejo fúnebre, com as devidas honras dos vários ramos das Forças Armadas Portuguesas.

 






Já no final da tarde desse dia, os despojos reais foram acolhidos no Templo Vicentino pelo Reverendo Padre Correia da Cunha que os encaminhou até ao estrado montado no transepto. As urnas reais foram colocadas sobre áureas essas, ladeadas de 4 enormes tocheiros dourados, dando-se início a uma pequena celebração litúrgica. A guarda de honra foi prestada por cadetes das várias escolas militares, cavaleiros da Ordem Soberana e Militar de Malta, a que D. Miguel pertencera, e cavaleiros da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém.
 
As cerimónias solenes, com missa de “Requiem” seriam reservadas para a manhã do dia seguinte, com a presença de Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel II Cerejeira, numerosos cónegos e beneficiados da cúria patriarcal. O canto esteve entregue ao Grupo Coral Stella Vitae, tendo como acompanhamento a Orquestra da Emissora Nacional.
 
Todo o majestoso templo se encontrava decorado de panejamentos negros bordados a ouro e prata. No largo frontal da igreja, estavam formadas forças em traje de gala do exército, da armada e, em plano de destaque, a Banda da Marinha de Guerra.
Os convidados para as Solenes Cerimónias iam tomando os lugares que lhes eram indicados pelos serviços do protocolo do Estado.
No ano de 1967, era um jovem adolescente, mas recordo como se fosse hoje, que ao subir as escadarias da majestosa Igreja de São Vicente de Fora, o Sr. D. Duarte Nuno de Bragança e toda a família, foram aclamados efusivamente por um grupo de monárquicos com vivas, palmas e gritos de Viva o Rei! Viva o Rei! Viva o Rei! O que foi repetido pela multidão do povo em entusiásticas e prolongadas ovações.



 







Perto do meio-dia, chegou o Sr. Prof. Dr. Oliveira Salazar que foi recebido com uma aclamação: Viva o Rei! O Presidente do Conselho esboçou um suave sorriso, que penso ter sido revelador do seu mais íntimo pensamento: “Como gostaria de ser 1º Ministro de um Rei Absoluto.”
A encerrar o cortejo das mais relevantes figuras públicas do Estado, estava o Sr. Presidente da República, Almirante Américo de Deus Rodrigues Thomaz, ao qual foram prestadas as devidas honras militares pelas forças militares ali presentes.
Na foto podemos observar a recepção que o Padre Correia da Cunha prestou ao seu amigo Almirante, dos tempos da Armada, quando o mais alto magistrado da nação se dirigia para as cerimónias exequiais de Sua Majestade El-Rei D. Miguel de Bragança.
Na Marinha Portuguesa, o Padre Correia da Cunha exerceu as funções de capelão. Nesse dia era o anfitrião, na qualidade de Pároco da Paróquia de São Vicente de Fora e guardião do Panteão da Dinastia de Bragança.
 
 






Após a leitura do Evangelho, subiu ao púlpito o Padre jesuíta Dr. Domingos Maurício, que prestou uma sentida homenagem à memória de D. Miguel: - “No desterro imposto pelas contingências políticas obscureceu-se a lembrança das vossas benemerências nacionais…
 Surgiu, enfim, o momento redentor, a hora da reparação sincera, que vos reintegra no lugar que vos compete na tessitura histórica de Portugal.”







Terminada a missa, cantada em latim, o Sr. Cardeal Patriarca, dirigiu-se para o transepto, onde deu as absolvições finais.
Num pequeno cortejo encabeçado pelo Reverendo Padre Correia da Cunha, as urnas foram transportadas pelos claustros do mosteiro até ao Panteão da Dinastia de Bragança. Os sinos dobravam a finados e uma bateria de artilharia saudou Sua Majestade El-Rei D. Miguel de Bragança, com vinte e um tiros. Em dois túmulos vazios, no lado esquerdo do altar, obra do prestigiado Arqtº Raul Lino, os ataúdes foram tumulados, ficando ao lado do túmulo de D. Pedro IV, irmão com o qual D. Miguel andou desavindo em vida.




Curiosamente em Março de 1972, os restos mortais de D. Pedro IV, Rei de Portugal e 1º Imperador do Brasil, por decisão do Governo Português deixaram o Panteão da Dinastia de Bragança e foram repousar no Monumento do Ipiranga em São Paulo – Brasil.



A partida dos despojos mortais de D. Pedro IV desfalcou o Panteão Real de São Vicente de Fora, povoado de tantas memórias ligadas à enorme civilização lusíada, de que tanto nos orgulhamos. Mas uma coisa é certa, na sua nova morada ele seria único e insubstituível como o verdadeiro fundador da nacionalidade Brasileira.
Resta-nos o coração de  D.Pedro IV na invicta cidade do Porto, e na memória dos portugueses como símbolo de liberdade, patriotismo e coragem deste nobre povo.


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segunda-feira, 2 de abril de 2012

PE. CORREIA DA CUNHA – 35 ANOS DE SAUDADE

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IN MEMORIAM



Pe. José Correia da Cunha

1977- 2012

35 Anos

Requiem aeternam dona ei Domine,

et lux perpetua luceat ei. Requiescat in pace. Amen.





O Padre José Correia da Cunha (1917-1977) despediu-se no dia 2 de Abril de 1977, para ir ao encontro da contemplação do seu DEUS e unir-se a Ele na mais íntima perfeição.

A morte para ele veio num momento de profunda solidão, caído no chão frio do seu quarto de banho, em total nudez para se cumprir a sua efémera profecia: “Saí nu do ventre da minha mãe…O Senhor mo deu o Senhor mo tirou; Bendito seja o Seu nome!”

Prestar uma singela homenagem ao Padre Correia da Cunha, no dia que faz 35 anos que nos deixou, deve ser entendida como um contributo para dar a conhecer esta enorme figura da igreja diocesana de Lisboa, assim como um acto de gratidão de todos os paroquianos da Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora que foram influenciados de uma forma preponderante e decisiva pela sua imensa cultura humanista e espiritual.

O Padre Correia da Cunha, embora tenha injustamente permanecido desconhecido durante demasiado tempo, foi um grande sacerdote possuidor de uma vitalidade perene que muito contribuiu para a renovação da Igreja pós Concilio Vaticano II. Distinguiu-se pela maneira de viver e pelo modo como desempenhou os variados cargos e funções, que foi chamado a exercer: Capelão da Marinha e pároco de São Vicente de Fora.

Os muitos amigos, que granjeou ao longo da sua vida e que com ele tiveram o privilégio de privar, definiam-no pela sua personalidade e como uma pessoa virtuosa, destacando a sua simplicidade e desprendimento, mas ao mesmo tempo enérgico e determinado.

O Padre Correia da Cunha terá deixado uma vasta galeria de escritos sobre Celebrações Rituais que enobreceram a história da Litúrgia em Portugal e procedeu a muitas traduções de Leccionários do latim para a língua portuguesa.

Após 35 anos da sua morte, Padre Correia da Cunha só recebeu uma homenagem pública no ano 1982, no âmbito do IV Centenário da Reconstrução da Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora. Essa homenagem indicava a aceitação e o reconhecimento de um vasto grupo de amigos das suas qualidades morais e espirituais.



Segundo o Presidente da Comissão Executiva das Comemorações, Tenente General Themudo Barata, o Padre Correia Cunha era um homem simples, moderado, confiante e desprendido… Ele avançou sempre pelos caminhos de uma larga e promissora perfeição humana.

Seria tempo de ter nome de rua, na freguesia onde dedicou todos os seus conhecimentos e cultura em prol da formação cristã e humana de muitas gerações de jovens da Armada Portuguesa (Hospital da Marinha) e da Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora.

Todos esses jovens, ainda hoje, são unânimes em reconhecer que Padre Correia da Cunha lhes transmitiu uma formação muito aberta à realidade do mundo, quer na perspectiva científica, quer na perspectiva sociológica. A sua preocupação era o Homem, seu irmão… Uma educação para a fraternidade humana, que olhava o Homem no seu todo, não era só mandar rezar; não! Possuía uma visão do homem completo como Jesus Cristo tinha.

Nesta hora de homenagem, quero agradecer em nome dos seus amigos, ainda vivos, os imensos testemunhos verbais e escritos recebidos. Termino com uma palavra de gratidão, respeito e profunda saudade.
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