sábado, 30 de maio de 2020

PE. CORREIA DA CUNHA - JOC «OS DESEMPREGADOS» III











«É PRECISO READQUIRIR A 

CONFIANÇA!»






Este coro falado, da autoria do Padre Correia da Cunha foi escrito no ano de 1935. Mantém-se actual e poderia ser redigido hoje. Estamos a viver uma terrível época. O desemprego alastra em grande ritmo, colocando muitas famílias em situação de grave pobreza. O desemprego juvenil é um flagelo que afecta gravemente muitas famílias e sobretudo os sonhos e as aspirações dos jovens.

Naqueles tempos, toda a juventude pretendia apenas entrar na aprendizagem de uma profissão ou ofício, mas debatiam-se com uma herança carregada de negras nuvens e uma realidade muito negativa. Creio que naquela época o flagelo do desemprego seria mais insuportável, numa sociedade profundamente desigual. O desemprego arrastava sempre consigo a miséria e a fome. O Padre Correia da Cunha preocupou-se sempre com o progresso material de todos os seus paroquianos, sobretudo daqueles que carregavam na alma histórias recheadas de segredos de miséria e dor… A paróquia era o seu único abrigo, na busca do pão. 

Pelo que presenciei o sacerdote era muito sensível a este drama (desemprego) e procurava, com a necessária brevidade, conseguir um emprego. Era impreterível que o seu semelhante voltasse a adquirir a elevação moral dos seus princípios. Por graça até lhe chamavam o padre das cunhas. Uma carta de recomendação do Padre Correia da Cunha era a chave certa, para abrir as portas em muitas empresas. 

Neste tempo de epidemia em que nos debatemos, há muita gente mergulhada em trabalho árduo, num sublime sacrifício para que renasça a esperança e se encha este grande vazio que invadiu os nossos corações. 

O cenário de hoje, são perspectivas de sacrifícios, porque hoje há muita gente passando necessidades, vítimas da pandemia, sem compreenderem a adversidade dos seus destinos.

Todos estendemos os nossos braços, à semelhança daqueles jovens Jocistas, numa suplica para que chegue um mundo novo, com mais dignidade, solidariedade humana e justiça justa. 

A grande maioria de desempregados conduzem as suas esperanças debruçadas no optimismo do desejado emprego, vencendo pelo esforço natural do trabalho. O desemprego só pode levar à degradação e indignidade. 

É urgente e imprescindível readquirir a confiança! 





OS DESEMPREGADOS


1º Coro dos desempregados
- A nossa época é sombria!
Coro dos desempregados
- A nossa época é de miséria!
1º Coro dos desempregados
- Em todos os países da terra
Coro
- A miséria!
1º Coro dos desempregados
- Em cada lar
Coro
- A miséria!
1º Coro dos desempregados
- Em cada coração
Coro
- A miséria!
1º Coro dos desempregados
- Por toda a parte
Coro
- Falta o trabalho,
Falta o pão,
Falta a esperança,
Falta o amor!
Dirigente Jocista:
- Irmãos! Porque estão assim descaradas as vossas mãos?
   Porque estão vossos rostos, assim tão pálidos?
   Porque tendes vosso corpo assim tão emagrecido?
Coro Jocista:
- Porquê?
1º Coro dos desempregados
- É que andamos há muitas semanas a mendigar
Coro dos desempregados
- O dia inteiro!
1º Coro dos desempregados
- A bater até fazermos sangue nas mãos.
Coro dos desempregados
- O dia inteiro!
1º Coro dos desempregados
- Vagueamos sem rumo! E vem um dia atras de outro dia,
   Sempre mais triste e mais negro.
Coro dos desempregados
- E nós não somos mendigos!
1º Coro dos desempregados
- Apesar de nossos braços inertes e da nossa fome.
1º Coro dos desempregados
- Não somos mendigos, a pedir esmola!
Coro dos desempregados
-Somos os operários sem trabalho, somos desempregados!
1º Coro dos desempregados
-Os nossos braços
1º Coro dos desempregados
Querem trabalho!
1º Coro dos desempregados
- A nossa fome
Coro dos desempregados
- Quere pão!





Coro dos desempregados
- O nosso coração
Coro dos desempregados
- Quere uma esperança!
1º Coro dos desempregados
- A bandeira da miséria flutua. A bandeira da morte flutua sobre o mundo,
   Sombria como nuvem de tempestade, negra como a fome!  
    Nas ruas estreitas, nos becos imundos.
    Há multidões desesperadas, multidões desesperadas, multidões.
 Coro dos desempregados
- Irritados. Furiosas. Revoltadas. Ameaçadoras!
1º Coro dos desempregados
- Ouvi!
Coro dos desempregados
- Milhões de peitos gritam o seu ódio, o seu desejo de revolta
   e de sangue!
1º Coro dos desempregados
- Ouvi!
Coro dos desempregados
- Milhões de peito gritam o seu ódio, o seu desejo de revolta de sangue!
1º Coro dos desempregados
- Ouvi!
Coro dos desempregados
- Amanhã, sobre o mundo em sangue e fogo, ressoará o clamor imenso da vingança.
Dirigente Jocista:
- Escutai: Camaradas sem trabalho, coragem !
Coro Jocista
- Coragem irmãos!
Dirigente Jocista:
- Nós estamos construindo para vós um mundo novo!
Coro Jocista:
- Um mundo cristão!
Dirigente Jocista:
- Mocidade trabalhadora: das lutas entre irmãos nunca podem nascer a fartura e a paz.
   Nós trazemos connosco uma imensa esperança!
   Nós os mensageiros do amor divino, vimos trazer-vos a Lei de Cristo, o mandamento sublime.
Coro Jocista:
- Amai-vos uns aos outros
Multidão:
- Amai-vos uns aos outros
Dirigente Jocista:
- Escutai. Homens de todas as nações!
                 Homens de todas as classes!
Coro Jocista:
- Escutai!
Dirigente Jocista:
- É grande a miséria da mocidade sem trabalho, dessa juventude que, na
   Esperança caminha para a morte. Escutai!
Coro Jocista:
- Escutai! Voltemos a Cristo! Voltemos à sua Lei! Voltemos ao seu amor!
   Voltemos a Roma! Cidade da Verdade Eterna!
Dirigente Jocista:
- Voltemos à felicidade!
Dirigente Jocista:
- Nós! Nós! Nós! Nós a juventude! Nós a juventude nova! Nós a juventude operária cristã
   Com a nossa acção corajosa!
Dirigente Jocista:
- Estamos a construir!
Coro Jocista:
- O futuro!
Dirigente Jocista:
- Que o papa exige de nós!
Coro Jocista:
- O futuro!
Dirigente Jocista:
- Que a miséria do mundo reclama!
Coro Jocista:
- O futuro!
Dirigente Jocista:
- Que realizará promessas de paz verdadeira, de verdadeira Felicidade!
Coro Jocista:
- O futuro!
Dirigente Jocista:
- Em que a geral alegria virá do trabalho certo e do salário justo!
Coro Jocista:
- Com a nossa acção corajosa, vamos construindo o futuro que o Papa exige de nós!
Multidão:
- A nova ordem cristã!
Dirigente Jocista:
- Não com discursos! Não com palavras vazias de sentido! Não com o vão ressoar de cânticos!
Coro Jocista:
- Mas com a nossa acção enérgica, audaciosa, cheia de esperança,
   Firme, tenaz, obstinada até à vitória!
   Acção à qual damos sem contar o nosso dinheiro, o nosso tempo as nossas energias moças, a
   Nossa vida!
    Acção ao serviço de todos, a única acção!
Dirigente Jocista:
- Quem está connosco?
Multidão:
- Nós, Nós, Nós a juventude!
   Nós a juventude operária.
   Nós a juventude operária cristã
Dirigente Jocista:
- Jocista, escutai: Esta acção exige uma batalha!
Multidão:
- Aceitamos a batalha!
Dirigente Jocista:
- Essa batalha exige sacrifício
Multidão:
- Aceitamos o sofrimento!
Dirigente Jocista:
- Sofrimento que pode ir até à morte.
Multidão:
Fiéis até à morte! Fiéis! Fiéis!
Dirigente Jocista:
Mãos juntas, joelhos em terra! Rezemos!
Coro jocista
- Rezemos!




Dirigente Jocista:
- Deus de misericórdia e de amor, os moços desempregados, no mundo inteiro
   Erguem para Vós as mãos suplicantes, milhares de mãos prontas para o trabalho
   Trementes de impaciência, ávidas de construir um futuro melhor.
Multidão:
(de pé) Senhor dai-nos trabalho, trabalho!
Coro jocista
- Dai-nos trabalho Senhor!
Dirigente Jocista:
- E poderemos deixar contentes o repouso forçado, que nos consome as forças
   E nos mata de fome!
   Não consintais que o nosso ardor moço e forte se perca em vão.
   Não nos deixes morrer lentamente!
Multidão:
- Trabalho, Senhor, trabalho!
Coro jocista
- O mundo está nas nossas mãos!
Dirigente Jocista:
- Não consintais que se afunde na desordem! Não deixeis que a miséria alastre mais os seus estragos!
Multidão:
- Dai-nos o bem-estar pelo trabalho!















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terça-feira, 14 de abril de 2020

ALA DOS AMIGOS DE PE. CORREIA DA CUNHA








Os amigos que partiram…






IN MEMORIAM


CARLOS DIAMANTINO PEREIRA


1920 - 2020


100º Aniversário de Nascimento



CARLOS DIAMANTINO PEREIRAnasceu no dia 14 de Abril de 1920, no bairro da Mouraria em Lisboa, tendo falecido em Pomares. É grande a alegria quando se tem a felicidade de neste dia, lembrar os 100 anos do seu nascimento. Carlos Diamantino foi um honrado paroquiano de São Vicente de Fora.

Refiro desde já, que por muito que me esforce, será impossível escrever em palavras a grandiosidade da vida deste bondoso homem, que tive a felicidade de conhecer, ainda eu era uma criança. Para a época era um homem muito alto e de grande corporatura, sentia-me atemorizado face à maneira áspera como se apresentava. Só mais tarde descobri que esta sua imagem era motivada por uma personalidade amparada em energia, disciplina austera e rígida, nunca admitindo deslizes e fraquezas. Encoberto por aquela fisionomia séria era uma alma que só sabia derramar amor. Era um excelente conversador e um apaixonado pela leitura, com quem era muito fácil criar afinidades. 


Nos anais da paróquia de São Vicente de Fora está indelevelmente registado o seu nome, como paroquiano com espírito de renuncia, sacrifício, lealdade, generosidade e rigidez moral…uma personalidade fértil de predicados. 



O Padre Correia da Cunha sempre confiou no Carlos Diamantino, e ele nunca desmereceu essa confiança. Entregou-lhe várias missões na área da caridade, da liturgia e dos cursos de preparação para o matrimónio. A mensagem transmitida aos noivos era que seguissem o seu exemplo: caminhando com firmeza, de fronte erguida e com espírito aberto, construíssem uma família e um lar feliz. 



Na verdade, tratava-se de uma pessoa digna e dedicada à sua comunidade paroquial. Sempre o via trocando muitas impressões e longas conversas com o Padre Correia da Cunha, mas era tão confiante na acção do seu estimado pároco, que se tornou seu amigo familiar, colaborando em todas as práticas pastorais infatigavelmente e em todos os momentos. 


A disciplina era tudo para si e sempre se empenhava em cumpri-la, foi através da disciplina que conseguiu evoluir; ela foi a base do seu triunfo na vida. Foi através da constância do trabalho na luta pela vida que abriu as portas à sua imensa experiência e  sabedoria. Venceu por ser um homem honesto e seguidor das virtudes cristãs e pela consciência do dever de as cumprir. 

Os exemplos dignificantes do Padre Correia da Cunha e Carlos Diamantino serão perenizados através da posteridade para incentivo das gerações vindouras. 

Felizes são aqueles que tão belos ensinamentos souberam passar aos seus. 

Assim fecho esta singela homenagem a Carlos Diamantino que soube servir com imenso empenho e carinho a Paróquia de São Vicente de Fora durante décadas com muito amor e dedicação. 

Dai-lhe Senhor, o eterno descanso e brilhe para ele o esplendor da Luz Eterna. 

Paz à sua grande alma.


Requiem aeternam donaei Domine,

et lux perpetua luceat ei. Requiescat in pace. Amen.










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quinta-feira, 2 de abril de 2020

PE. CORREIA DA CUNHA - 43 ANOS DE SAUDADE












IN MEMORIAM

PADRE CORREIA DA CUNHA

2 ABRIL 1977- 2 ABRIL 2020

43º ANIVERSÁRIO



O desenlace ocorreu do dia 2 de Abril de 1977, no seu quarto do Mosteiro de São Vicente de Fora, sendo o corpo levado para o cruzeiro da monumental igreja, onde ficou exposto à visitação pública, com guarda de honra efectuada pelos acólitos da comunidade paroquial. Começaram a chegar então vários amigos das mais variadas instituições da cidade de Lisboa e membro das actividades paroquiais, que ficaram em vigília durante toda a noite.

No dia seguinte (Domingo de Ramos) formaram-se longas filas de pessoas que o queriam ver, pela última vez, aquele que consideravam mais que um amigo, mais que um benemérito, mas um grande Pai Espiritual. 

Os que, pela distância, não puderam chegar a tempo, enviaram sentidas mensagens de condolências.

Depois da missa exequial celebrada pelo Sr. D. António Ribeiro, Cardeal Patriarca de Lisboa, no momento em que estavam sendo feitos os preparativos para a remoção do corpo para o Cemitério do Alto de São João, o Monsenhor Moreira das Neves recordou o Padre Correia da Cunha como um dos grandes liturgistas, lendo do livro Pascha Nostrum da autoria do Padre Correia da Cunha a liturgia desse Domingo de Ramos terminando assim: - Esta procissão recordar-nos-á a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém: «Bendito seja o que vai ao encontro do Senhor».

O Padre Correia da Cunha projectou-se como homem de acção, tornando-se grande clérigo, como capelão da Armada Portuguesa, das Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento e Pároco de São Vicente de Fora. Foi membro de diversas entidades Culturais e Beneficência como o Grémio Literário, Lions Clube, Amigos de Lisboa… trabalhando com vivacidade e desprendimento, sempre visando o homem comum. Sabia ser amigo de seus Amigos e tinha-os em todas as camadas sociais, tratando-os sempre em primeiro lugar como “seus semelhantes”. No dia que passam 43 anos do seu falecimento não podíamos deixar de expressar esta respeitosa homenagem!


REQUIEM AETERNAM DONA EI DOMINE, ET LUX PERPETUA LUCEAT EI. REQUIESCAT IN PACE AMEN.














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quarta-feira, 1 de abril de 2020

PE. CORREIA DA CUNHA - JOC «OS REVOLTADOS» II












«O TRABALHO É VIVER: VIVER É TRABALHO»


Mergulhados nas incertezas, nos temores e nas angústias dos dias presentes…. Cumpro um dia mais de recolhimento e isolamento, ajudando a disseminar esta terrível epidemia do coronavírus. Mais uma etapa na progressão das nossas vidas, em direcção à meta assinalada pelos nossos destinos. Todos já vivemos momentos de aflições. Desta vez a nossa irrevogável vontade de vencer todos os obstáculos impostos pela incerteza dos terríveis momentos, só pode ser gerida como um convite para uma pausa, isolamento e reflexão sobre o mundo que vamos deixar na nossa travessia geradora de vida. É olhando da minha janela para o murmúrio do silêncio das ruas e praças, que alertam para os enigmas misteriosos da vida que escrevo este texto.

Este coro falado que hoje publico, da autoria do jovem seminarista Correia da Cunha. foi escrito na década de 30, do século passado. O estado novo acabava-se de implantar, vivia-se ainda o rescaldo das muitas lutas dos últimos tempos da primeira república. Portugal era um país pobre.







Uma juventude operária revoltada, inquieta e ansiosa. Um tempo em que os que trabalhavam não se sentiam felizes. O trabalho era penoso e escravizador tornando-se numa contingência triste da vida.
Os jocistas queriam progredir pelo próprio esforço. Labutavam por uma vida digna, sempre movidos pela fé em Jesus Cristo e na esperança de que o amanhã seria melhor. Será que a dignidade esta juventude operária era o trabalho sem reivindicações? Eram tempos fáceis para se venerar e obedecer…. Bastava cumprir sem se pensar em direitos.

O fundamento da JOC era congregar a juventude operária católica, beneficiando-a de sentimentos de vida espiritual. Esta obra de abnegados estóicos obreiros da doutrina cristã apontava o caminho a muitos jovens operários para lutarem por um ideal: um Mundo Novo.
Todos os que lutam por ideais de excelência são operários, pois são eles a base de todo o sistema sócio- económico. É dos operários e trabalhadores que depende todo o desenvolvimento da progressão humana.

Era preciso colocar os jovens operários no verdadeiro caminho da sua vocação, fazendo, na vida de trabalho um sacerdócio e uma abnegação.
O trabalho sempre foi uma santa Virtude.





OS REVOLTADOS



1º Corista dos revoltados
- O trabalho é duro!
Coro dos Revoltados
- É duro! É duro! É duro!
1º Coro
- É pesado. É esmagador!
Coro
- É esmagador!
1º Coro
- Pesa como a canga.
Coro
-É esmagador!
1º Coro
Sobre os nossos ombros!
Coro
- Esmaga e mata!
1º Coro
- Somos trabalhadores! Não! Somos escravos!
Coro
- Somos escravos!
1º Coro
-Já não podemos levantar a cabeça
Coro
- Somos escravos!
1º Coro
- Os nossos corpos dobram-se ao peso do trabalho
Coro
- Somos escravos!
1º Coro
- Somos párias desprezíveis
Coro
- Somos párias!
1º Coro
- O rancor dos volantes, o estudor das bielas embrutece-nos!
Coro
- Somos párias!
1º Coro
-  Enlouquece-nos
Coro
- Somos párias!
1º Coro
-  Mata-nos
Coro
- Somos párias. Párias. Párias!!!
1º Coro
-  O nosso trabalho é duro!
Coro
- Sim! É duro!
1º Coro
- O nosso trabalho é duro!
Coro
- Sim! É duro!
1º Coro
- O nosso trabalho é duro! É insuportável!
Coro
- Sim! É insuportável!
1º Coro
- Viver assim não é viver!
Coro
- Não é viver!
- Maldita! Seja a vida!
Coro
- Maldita! Maldita!



1º Coro
- Camaradas de todas as nações quebrai as vossas grilhetas!
   Escravos não vos deixeis esmagar!
   Pensai que sois homens!
   Pensai que sois os mais fortes!
   Tornai-vos homens livres!
Coro
- Livres! Livres! Livres!
1º Coro
- Na luta sem quartel entre senhores e escravos. Decidam as armas,
   Decida a força!
   Tornai-vos livres!
Coro
- Livres! Livres! Livres!
1º Coro
- Às armas! Quem quer pegar em armas?!
Coro
- Nós!!! Às armas, às armas!
  Às armas para a luta!
  Às armas para a vitória!
  Queremos ser livres!
  Livres! Livres! Livres!
1º Coro
- Povo trabalhador, levanta-te para combater!
Coro
- Guerra! Guerra! Guerra!
1º Coro
- Guerra ao mundo que nos oprime!
Coro
- Estilhacemos o mundo!
1º Coro
- Ela aí vem, a Juventude; É o turbilhão é a tempestade a subverter o mundo!
Coro
- Guerra! Guerra! Guerra!
(Colunas de Jocistas avançam, cantando o Hino da conquista)


Coro Jocista
- Queremos passar! Queremos passar!  Somos a JOC!
Multidão
- Viva! Viva!
Corista dos revoltados
- Quem sois vós?
Coro jocista
- Somos os Jocistas
Corista dos revoltados
- Quem são os Jocistas?
Dirigente Jocista
- Jocistas, dizei quem sois!
Multidão
- A Juventude!
Dirigente Jocista
- Dizei quem sois!
Multidão
- A Juventude operária!
Dirigente Jocista
- Dizei quem sois!
Multidão
- A Juventude operária cristã!
Dirigente Jocista
- Jocistas que quereis vós?
Multidão
- Puros!
Dirigente Jocista
- Puros e…
Multidão
- Altivos!
Dirigente Jocista
- Puros, altivos e…
Multidão
- Alegres!
Dirigente Jocista
- Puros, altivos, alegres e…
Multidão
- Conquistadora!
Dirigente Jocista
- Jocistas, quem sois vós?
Multidão
- Somos a Juventude, Operária, Cristã, Pura, Altiva, Alegre e Conquistadora!
Dirigente Jocista
- Juventude Operária cristã, o que é que tu queres?
Multidão
- Uma nova Juventude!
Dirigente Jocista
- Uma nova juventude para quê?
Multidão
- Para um mundo novo!
Dirigente Jocista
- Um mundo novo para quem?
Multidão
- Para Jesus Cristo!
Dirigente Jocista
- Para Jesus Cristo…
Multidão
Rei! Rei! Rei! Viva!
Coro Jocista
- Quem amaldiçoou aqui, o trabalho e a vida?
Corista dos revoltados
- Nós os escravos! Nós os oprimidos! Nós os sem direitos! Nós os esmagados! Nós os párias! Nós os escravos!
Coro Jocista
- Mas nós não somos escravos! Mas nós não somos párias!
Multidão
- Somos a Juventude Operária Cristã!
Dirigente Jocista
- A Juventude Operária Cristã ergue a fronte, olha para o céu com alegria.
   Depois de tantas noites de trevas sem estrelas, nós somos a aurora, nós somos o sol que nasce.
Coro Jocista
- Nós somos o dia!
Corista dos revoltados
- Nós somos os escravos! Nós somos os párias!
Coro Jocista
- Nós somos a altiva Juventude Operária Cristã!
Corista dos revoltados
- Sois miseráveis operários como nós!
Dirigente Jocista
- Jocistas! Dizei-lhes o nome daquele que foi operário como nós.
Multidão
- Jesus Cristo!
Dirigente Jocista
- Saudamos o trabalho!
Coro Jocista
-Glória ao trabalho!
Dirigente Jocista
- O trabalho é uma honra.
Coro Jocista
- Glória ao trabalho!
Dirigente Jocista
- O trabalho é uma nobreza!
Coro Jocista
- Glória ao trabalho!
Dirigente Jocista
- Mineiros valentes, na treva das galerias subterrâneas, ferreiros a bater o ferro com os vossos pesados martelos. Pedreiros erguendo paredes. Fogueiros que vos deixais queimar diante das fornalhas candentes, carregadores ao sol e à chuva na lama dos cais, carpinteiros com vossas serras estridentes, caixeiros, escreventes, dactilógrafos nos vossos armazéns nos vossos cubículos insalubres. Tecelões no ruído ensurdecedores dos teares, operários de milhares de fábricas, trabalhadores de todos os misteres. Aqui está quem vos saúda!
Multidão
- A juventude Operária Cristã!
Dirigente Jocista
- Nós conhecemos
   a força criadora, a alta nobreza, o valor eterno, a vocação divina do trabalho e da vida!
Coro Jocista
- Nós
Dirigente Jocista
- Pelo trabalho nós ganhamos o pão dos pais, da mulher, dos filhos!
Coro Jocista
- Nós
Dirigente Jocista
- Pelo trabalho nós fazemos a prosperidade do país, a fartura do povo, a riqueza do mundo!
Coro Jocista
- Nós
Dirigente Jocista
- Pelo trabalho nós queremos servir a Deus entrar no reino de Cristo!
Coro Jocista
- Nós, Nós!
Multidão
- Nós
Corista dos revoltados
- Há milhões de homens que vos combatem!...
Dirigente Jocista
- Jocistas dizei. Quem combate ao vosso lado?
Multidão
- Jesus Cristo!
Corista dos revoltados
- O vosso inimigo tem em suas mãos todo o poder!
Coro jocista
- Não importa! A vitória será nossa!



Multidão
-Será nossa!
Corista dos revoltados
- Eles têm o dinheiro e a força das armas!
Coro jocista
- Nós temos a confiança e a fé!
Corista dos revoltados
- Ninguém apoia os vossos esforços!
Coro jocista
- É a nossa acção que nos torna
Multidão
- Fortes
Corista dos revoltados
- Vós sois um pequeno número!
Dirigente Jocista
- Jocistas dizei. Quantos eramos há dez anos?
Multidão
- Menos de quinhentos
Dirigente Jocista
- Quantos somos hoje?
Multidão
- Cem mil!
Dirigente Jocista
- Quantos seremos amanhã?
Multidão
- Milhões!!!

------- aplausos ------------


Dirigente Jocista
- Brademos aos quatro ventos da terra.
Coro jocista
- Brademos! Brademos! Brademos!  Eis que rompe a aurora dos tempos novos!
Dirigente Jocista
- De todos os horizontes, de todos os países do mundo eis que avança em torrente.
Multidão
- A juventude! A juventude operária! A juventude Operária Cristã.
Coro jocista
- A JOC vai crescendo, vai crescendo, vai crescendo. Dentro em pouco será jocista o mundo inteiro.
Multidão
- O mundo inteiro jocista. Viva! Viva!
Dirigente Jocista
- Aos obreiros da primeira hora, aos primeiros combatentes das mais rudes batalhas.
Coro jocistas
- Honra e Glória!
Dirigente Jocista
- Glória aos heróis de valentia indomável que tudo arriscaram intrépidos todas as zombarias!
Coro Jocista
- Honra e Glória aos primeiros jocistas!
Multidão
- Honra e Glória!
Dirigente Jocista
- Jocistas de hoje. Honra e glória aos veteranos da JOC
Multidão
- Honra e Glória!
Dirigente Jocista
- Conservemos viva a memória dos nossos queridos militantes que deram sua vida e ofereceram ao Senhor na sua morte pelo triunfo da JOC.
Multidão
- Glória! Glória! Glória!
Dirigente Jocista
- Honra aos nossos caros assistentes que em nome da Igreja nos abrem as fontes da Graça e nos lançam à conquista do mundo trabalhador!
Multidão
- Vivam! Vivam!



Dirigente Jocista
- Jocistas. Com jubiloso reconhecimento e com a feição filial, façamos o nosso juramento de obediência amorosa de submissão devota e sem reservas à Santa Igreja de Cristo! Façamos o nosso juramento ante os chefes supremos da AC: - os nossos Bispos bem-amados que todos respeitamos e veneramos. Foram eles que confiaram à JOC e aos seus animadores o apostolado do mundo operário. Façamos o nosso pensamento ante Sua Eminência o Cardeal e Suas Excelências os Bispos.
Coro Jocista
- As juventudes Operárias Cristãs juram-vos obediência confiante.
Multidão
- (de braço estendido) Juramos!
Dirigente Jocista                                    
- Juventude Operária com o coração a transbordar de alegria nesta festa jubilar aclamemos. Aquele que fundou a Acção Católica.
Coro Jocista
- O PAPA
Multidão
- Viva o Papa!
Dirigente Jocista
- O Papa, que deseja ver jocista o mundo inteiro!
Multidão
- Viva o Papa!
Dirigente Jocista
- O papa para quem nunca será demasiado o nosso reconhecimento e o nosso amor!
Coro Jocista
- O Papa! O Papa! O nosso Papa!
Multidão
- Viva o Papa! Viva! Viva! Viva!
Dirigente Jocista
- Nenhuma palavra pode exprimir o que sentimos nesta hora. Irmãos Jocistas de mãos juntas e de joelhos em terra, oremos ao Senhor:
Coro Jocista
- Senhor, nós. Vos agradecemos porque no-lo destes!
Multidão
- Graças, Senhor, graças!
Coro Jocista
- Guardai o Senhor, conservai-o longos anos ainda!
Multidão
- Conservai-O. Oh. Senhor longos anos ainda para Vós, para a Igreja para nós! Viva o Papa! Viva o Papa! Viva o Papa!














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