quarta-feira, 2 de abril de 2014

PE. CORREIA DA CUNHA – 37º ANIVERSÁRIO DA SUA MORTE

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IN MEMORIAM

PE. JOSÉ CORREIA DA CUNHA

1917-1977



A emoção invade o meu espírito sempre que lembro passagens da minha infância e adolescência na Paróquia de São Vicente de Fora.

Muito do que sou e sei, devo a Padre José Correia da Cunha, pois ali cresci amparado pela sua compreensão, orientação e estímulo, incentivando-me no trabalho e prática do amor ao próximo.

No dia em que passam 37 anos sobre a sua morte, devemos recordá-lo com carinho e respeito. O Padre José Correia da Cunha distinguiu-se no exemplo de dedicação à vocação sacerdotal e amor ao semelhante. 

Por tudo o que lutou, que amou e conseguiu construir durante a sua vida, muito me orgulho de ter sido seu “discípulo” e teimosamente quero registar, em LIVRO a ser editado (2 Abril 2015), os seus muitos testemunhos, que estou seguro, o tempo não apagará.

Mas ficou a saudade, ficaram as lembranças e os exemplos. Como sempre lhe ouvi referir: “ Os homens passam mas as suas obras permanecem!”.

Hoje, quero recordá-lo pela firmeza no cultivo das virtudes e do Amor a Jesus Cristo, à Igreja e ao seu semelhante.



IN MEMORIAM

D. JOSÉ CRUZ POLICARPO


 “José Policarpo, em tuas mãos confio os meus sonhos!”


Neste instante, em que o nosso pensamento ainda está voltado para a respeitável figura de D. JOSÉ DA CRUZ POLICARPO, que muito recentemente nos deixou para ir ao encontro da Luz de Deus, que é a Verdade, quero hoje aqui recordar um episódio ocorrido no ano de 1976.

Numa tentativa de ser porta-voz de um grupo de cristãos de São Vicente de Fora, transcrevo aqui aquilo que mais ou menos ouvimos o Padre Correia da Cunha dizer, no momento em que presidia o Conselho Paroquial para estudar e analisar o Plano Pastoral.



No ano de 1976, o Patriarcado de Lisboa apresentava o seu primeiro Plano de Acção Pastoral. 


No final dos trabalhos, um dos seus membros terá afirmado:

- Que excelente escrito produziu o nosso Cardeal Patriarca D. António Ribeiro para a dinamização da nossa Igreja Diocesana.

Entreviu de imediato o Padre Correia da Cunha:

“ Este documento é fruto de uma longa reflexão de leigos, religiosos e padres da diocese. Mas para mim tem muito da mão dos novos padres que são hoje colaboradores próximos do nosso Bispo.

Anda aí um padre, com o nome de Policarpo, que sabe muito bem do que fala. Tenho lido atentamente muito dos seus magníficos trabalhos. É um homem muito inteligente e de uma enorme lucidez. Nós, os mais velhos, podemos partir descansados, pois a Igreja de Lisboa tem padres com elevado discernimento e que saberão sabiamente conduzir os destinos da nossa Diocese. Considero este Policarpo um magnânimo intelectual de espírito iluminado…

Ainda hoje conservo o seu olhar significativo, depois de ter proferido estas palavras que eu interpretei: “Em tuas mãos, confio os meus sonhos, José Policarpo!”
O Padre José Correia da Cunha faleceu no dia 2 de Abril de 1977, não podendo admirar a grandiosa obra do Cardeal Patriarca D. José da Cruz Policarpo. A sua fulgurante personalidade de intelectual tornou-o numa grande figura de cultura que marcou a Igreja Portuguesa e Universal.

D. José Policarpo deixou uma obra filosófica e teológica perfeita, não fosse ele possuidor de uma personalidade ímpar, talhada para os grandes combates e empreendimentos dos nossos dias.


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Requiem aeternam dona ei Domine,

et lux perpetua luceat ei. Requiescat in pace. Amen.

















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