quarta-feira, 22 de abril de 2009

PE CORREIA DA CUNHA E OS ADOLESCENTES









Dinâmicas para grupos de adolescentes




A Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora apresentava um sério problema: o afastamento dos adolescentes das suas práticas cristãs, depois de concluída a Profissão de Fé.




Pe. Correia da Cunha sabia que havia adolescentes sérios, aplicados, com práticas de oração e movidos por grandes ideais. Era urgente e necessário tomar medidas para solucionar este enigma.




Estes adolescentes representavam, para Pe. Correia da Cunha, os grandes continuadores da nova Igreja pelo que era essencial comprometê-los de uma maneira diferente de agirem, pensarem e de manifestarem a sua fé.




Para essa função de serviço e dedicação em prol da educação humana e cristã dos adolescentes de São Vicente de Fora, Pe. Correia da Cunha confiava na elevada experiência de um seu grande ‘’protegido’’ e fiel discípulo, com provas dadas, Manuel Taledo de Sousa e de sua esposa Teresa. Com este apoio, Pe. Correia da Cunha ajudava assim os adolescentes a conquistarem novos espaços na paróquia e na sociedade.






Os adolescentes, independentemente da sua rebeldia e alguma inconsciência, pensavam e manifestavam uma fé amadurecida e preenchiam uma acção extremamente relevante para a Comunidade Paroquial nas funções de acólitos e leitores nas celebrações litúrgicas.



Sob a liderança deste Jovem Casal era dada aos adolescentes a oportunidade de se conhecerem melhor, de exporem o que pensavam e como viviam as suas experiências. Nas reuniões semanais de adolescentes, estes eram ajudados nas dificuldades próprias da idade e a descobrirem valores importantes assim como a estabelecer relações com todas as gerações que contribuíam para a dinâmica da vida da paróquia.



Os adolescentes, ao participarem nestes grupos, desenvolviam um trabalho que contribuía para um respeito mútuo, ganhando confiança para um maior compromisso com a Igreja e a sociedade.
Para Pe. Correia da Cunha trabalhar com os adolescentes era acreditar que era possível a sua mudança como agentes participativos, criativos, curiosos, implicados e responsáveis pela sua qualidade de vida, e requeria dos educadores maiores comprometimentos, generosidade e disponibilidade para os escutarem e dialogarem.



A principal meta de Pe. Correia da Cunha era oferecer aos educadores, todas as condições para a realização de actividades em que os adolescentes pudessem dialogar, duvidar, discutir, questionar e compartilhar conhecimentos, bem como certificar-se que havia espaços para as práticas de desportos, passeios e festas lúdicas para o desenvolvimento da cooperação e criatividade destes adolescentes.








Hoje edito fotos de uma actividade de representação deste grupo de adolescentes, de que fiz parte, em São Vicente de Fora. São memórias de um tempo vivido onde éramos todos muitos felizes.



Tempos inolvidáveis que a memória não esquece. Formávamos um grupo não só de amigos, mas também de irmãos que professavam a mesma fé e que creio ser meu dever dar testemunho. Recordo igualmente o diálogo franco e aberto, onde eram abordados temas como a puberdade, a sexualidade na adolescência e a amizade nos anos turbulentos da adolescência.



Manter sempre um fraterno diálogo e uma sã amizade, mostrando os erros e acertos da caminhada do grupo, eram os emblemas deste grupo de adolescentes dos anos sessenta da Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora.



Espero receber contributos de outros grupos de adolescentes que frequentaram os espaços de São Vicente de Fora, quando o Pe. Correia da Cunha era o seu grande pastor e mestre.





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