quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

PE. CORREIA DA CUNHA - NASCEU-NOS UM SALVADOR!














POSTAL DE NATAL ENVIADO DA ALEMANHA PELO Pe. PESTRELLO 1959


 NATAL FESTA DE VIDA


Aproximam-se as festas de tão intima doçura e tão funda alegria pelo que não posso deixar de trazer a todos vós este valioso e precioso património literário que nos foi legado pelo Padre Correia da Cunha.

São textos e poemas dispersos que nos comovem pela sua beleza, irradiando em todos nós a maior esperança que já mais brilhou no Mundo … NASCEU-NOS UM SALVADOR!

Neste Natal de 2016, aos pés do Menino Jesus prestemos uma homenagem ao Mestre de Vida de apreço e grata amizade e dedicação pelo que nos transmitiu dos valores insuperáveis daquele Jesus Menino que é um abraço de Deus à Humanidade. Somos herdeiros desse património de valores ligados ao humanismo e ao amor ao próximo. Não deixemos esmorecer a fé no filho de Deus feito Homem.


É para mim uma imensa felicidade poder partilhar estes belos textos que nos enchem as almas de alegria. A Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora sentia uma enorme alegria em abrir as suas portas a todos aqueles que de boa vontade, junto do presépio de Jesus, quisessem ouvir a Mensagem Divina do Natal, e acompanhava de todo o coração aqueles mais pobres abraçando-os. Todos em Cristo somos Irmãos.




NOITE DE NATAL

A descansar um pouco da fadiga
Cansada por tão áspera jornada,
Junto ao curral, ali, ao pé da estrada,
Ficou Maria, como quem mendiga.

José partira em busca de pousada
Por entre a sua parentela antiga.
Triste voltou. – Ó minha Santa Amiga.
(Diz à Senhora) corri tudo e… nada!

- E já batestes, além, aquela porta?
- Bati!...
- E então?
- Outra resposta torta!...
Diz São José, com lágrimas na voz.
Chegava a hora de Ela dar à luz…
E ali, num curral, nasceu Jesus:
- Deus feito Homem por amor de nós.

Pe. José Correia da Cunha – Natal 1941

Mistério profundo,
Milagre de amor:
Faz-se Luz do Mundo
A Luz do Senhor:

O Verbo Divino
Fez-se nossa luz:
Nasceu qual menino,
Chamou-se Jesus!

Deus na voz dos homens,
Em seu timbre e cor,
Conjugou na Terra
Seu Verbo de Amor.

E a todos ensina
A lição dos Céus,
A bela doutrina
Do amor de Deus


Esta Luz Divina
De infinito clarão
O mundo ilumina,
Luz na escuridão.
E quem dá guarida
Ao Verbo da Luz
Em si tem a vida
Do próprio Jesus.







UM SONHO DE NATAL


Deitado nas palhinhas docemente
Dorme Jesus. Nossa Senhora ao pé
Da manjedoura reza. E São José
Contempla este quadro sorridente.

Eis senão quando o Deus Menino sente
Um meigo beijo num divino pé
Que estava destapado … (E não deu fé
De tal Nossa Senhora … E de repente:

- Mãezinha, quem me deu com tal carinho
Tão doce beijo neste meu pezinho?
(Diz o Menino. E a sorrir: - Ah!... Suponho…
- Mas eu não fui, meu filho diz Maria.
E São José: - Eu não!...- Mas quem seria?
Fui eu, Jesus, durante um lindo sonho!


Pe. José Correia da Cunha – Natal 1936







PRESÉPIO DA PARÓQUIA DE SÃO VICENTE ANO 1964





Foi em Belém, da terra de Judá,
num presépio humilde e pobre
(pois ninguém LHE quis dar guarida),
que, na pessoa de Jesus,
o próprio Deus nasceu Homem,
unindo-se  assim a Divindade com a Humanidade
e assim se inaugurando a Nova e Eterna Aliança,
que havia de selar-se no Calvário
com o seu sangue Redentor.

Naquela noite sagrada,
a Luz resplandeceu nas trevas,
e os Anjos cantaram cheios de alegria
o hino da Aliança Divina:
- Glória a Deus nas Alturas e Paz na Terra aos Homens!...

E desde então,
Ao longo da Procissão dos séculos,
É junto do Presépio de Jesus
Que, quantos aceitaram a Mensagem dos Anjos
E seguiram na esteira da sua luz,
Vão encontrar-se com Deus
E com os homens – seus Irmãos,
Pois o presépio de Belém
É o centro do Universo,
É o abraço de Deus à Humanidade;
E o coração do Deus Menino
Nele nascido
É o ponto onde se encontram tos os homens
Que vivam a na sua FÉ e no seu AMOR.


Pe. José Correia da Cunha – Natal 1966



Vós sois, Ó Cristo, o Rei da Glória!
Vós sois o Filho do Eterno Pai!
Para libertar a humanidade,
Nascentes homem também.
Não receando estar oculto
No seio de uma mulher!

Pe. José Correia da Cunha – Natal  ?

























Tenho um Menino Jesus
Tão lindo,
Que sinto um prazer infindo
Ao olhar
Este Divino Menino,
Que trouxe para o meu lar.
É o meu maior amor.
Tem p’ra mim tal valor,
Que por nada trocava.

Um tesouro
Que nem a peso de ouro
Eu dava
Por outros valores,
Que igual não se encontra
Mas encontrei-O eu,
Deus do Céu!

Nuzinho, um dia,
Pobrezinho,
Na montra fria
Duma casa de penhores.
Trouxe-O  p’ra casa e feliz,
Então quis
Vestir meu lindo Menino
Que encheu logo o meu lar
Duma graça singular
Sem igual.


Mãos amigas talharam
E bordaram
O mais lindo enxoval,
Os vestidos, uns primores,
Cetins de todas as cores,
A ouro, a prata e a matiz,
E eu feliz,
Por dar casa e calor
Ao Rei do amor,
Duma beleza morena,
Tem na boquinha pequena,
Um sorriso de encantar,
E o bracinho direito
Tem o jeito
De lançar, no ar
A abençoar,
Meu Menino Jesus,
O sinal da Cruz,
De manhã, ao acordar,
É logo o seu doce olhar
Que eu procuro ver
E a fitar sua imagem
Eu ganho coragem
Para viver.

E o Menino querido
Segreda-me, ao ouvido,
Ternuras dum pai:
«Filho vai!
Tranquilo para a vida
Sem pensar, Que eu protejo tua vida
E guardo o teu lar.»
Seus pezinhos, vou beijar
Grato aos divinos conselhos
Caio de joelhos
Para rezar
E ouço o meu coração
Murmurar esta oração:

«Menino Jesus amigo
Dai-me a luz da inteligência
Resignação, paciência,
E protecção para o perigo,
Nas horas de sofrimento
Aliviai minha dor
Meu Menino, meu Senhor,
E acharei suave a cruz
Como Jesus.

Dai-me a graça da Virtude
Da alma,
Ao corpo, saúde
Ao espirito, calma
Que a Tua divina imagem
Seja a minha companhia
Para alegria
Sentir
Na hora em que eu partir
Para a última viagem.

Menino, não desampares
Esta casa que é só Tua
E traz sob os Teus olhares
Os passos que eu der na rua.
Dá-me a graça de morrer
No conforto do meu lar,
Que para Ti há-de ser
O meu derradeiro olhar.

E, por fim, nos altos céus,
Junto de Deus
Santa guarida
A visão querida
Da mãe estremecida.
E p’ra toda a eternidade
Gozar essa felicidade
Longe do mal e da inveja, Assim seja».


























O Natal é a quadra mais festiva da humanidade – A chamada festa da família, o nascimento do Menino Jesus, comemorado todos os anos, é como um raio de esperança a iluminar e acalentar as almas, irmanando-as no mesmo carinho, no mesmo amor cristão e na mesma solidariedade humana!
Santo Natal a todos!


        Texto do postal de Boas Festas do Padre João Perestrello de Vasconcelos dirigido a Padre Correia da Cunha no ano 1959: «IRMÃO! SANTO NATAL. PEÇAMOS AO REI DA PAZ QUE POR SOBRE A GUERRA DOS HOMENS, SAIBAMOS SEMPRE MANTER A CHAMA DA CARIDADE».

















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