domingo, 1 de fevereiro de 2009

PE CUNHA E A PROFISSÃO DE FÉ

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Padre Correia da Cunha e Vítor Soares



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"A PROFISSÃO DE FÉ OU CREDO É UM SIM CONSCIENTE A DEUS, À PALAVRA ILUMINADA."



Nos finais dos anos sessenta, o Padre Correia da Cunha extinguiu a Festa da Profissão de Fé na Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora.

Nessa época, o plano de catequese era constituído por 4 volumes do catecismo nacional e um ano de preparação para a Profissão de Fé. Após a realização desta, os adolescentes passavam a gozar de um diploma que dava a garantia de terem concluído o ‘’ curso’’.

Grande parte destes adolescentes afastava-se do convívio paroquial e da participação nos actos litúrgicos, o que se afigurava como uma séria preocupação para o Padre Correia da Cunha.

A profissão de fé não é um sacramento, mas um rito que sinaliza visivelmente a confissão pública da fé. As famílias davam muita importância a esta festa e a cerimónia atingia cumes de um elevado exibicionismo. Cuidadosamente vestidos os rapazes com as suas alvas brancas e as raparigas com os seus vestidos de "noiva" reuniam-se assim todas as condições de êxtase para que  todos os membros das famílias se reunissem à volta de uma festa que mais parecia de "noivado" antecipado. A maior preocupação recaía na fotografia do fim deste estádio...um verdadeiro folclore sem sentido.


OPTOU…

Em cada semana, o Padre Correia da Cunha convidava os membros da comunidade a relembrarem os seus baptismos. Nesse momento, já mais crescidos, todos renovávamos as promessas dos nossos pais perante a pergunta professada no acto de fé. A resposta sentida, vivida e proclamada era individual: SIM EU CREIO.

Passados todos estes anos, este debate de terminar ou não a Profissão de Fé está aberto em muitas Comunidades Paroquiais, tendo defensores que não se deve terminar com a Festa da Profissão de Fé e os que defendem que este rito, nos termos tradicionais de festa, não faz sentido.

Gostaria que partilhassem a vossa opinião.

0 Padre Correia da Cunha compartilhava estas suas preocupações com os membros do Conselho Paroquial e defendia que a Profissão de Fé tinha que ser assumida com relevo no lugar próprio que lhe cabe em cada Celebração Eucarística Dominical.

Só uma comunidade consciente dos compromissos de fé assumidos pode dar testemunho claro e sentido no mundo que vivemos, daquilo que acreditamos e que afirmamos solenemente em cada festa dominical da Eucaristia.

O Padre Correia da Cunha tinha a preocupação de inserir, no término da catequese formal, os adolescentes em grupos de reflexão e convívio, onde prosseguiam assim a sua caminhada de fé até ao Crisma, sacramento por excelência da maturidade cristã.


Profissão de Fé de João Paulo Dias


Relembrando esses primeiros Domingos, a seguir aos Domingos de Páscoa, escolhidos para a realização desta Festa da Profissão de Fé, em São Vicente de Fora, publico fotos da Profissão de Fé do Vítor Soares na companhia do Padre Correia da Cunha e da minha profissão de fé junto ao altar de Nossa Senhora de Fátima.




JUSTA HOMENAGEM


Aproveito para homenagear a Religiosa Salesiana Ir. Gina Magagnotti, minha querida catequista da Profissão de Fé, que durante largos anos colocou a sua generosidade de entrega aos outros, o seu espírito de serviço e toda a sua alma, a tempo inteiro e com total dedicação, ao serviço das jovens da Casa Pia de Lisboa, no Colégio de Santa Clara. Ir. Gina Magagnotti, Directora dessa instituição, deu toda a sua vida pelo crescimento destas jovens ao serviço da dignidade humana e de um projecto de vida.



Bem-haja IRMÃ GINA MAGAGNOTTI



Faleceu no Monte Estoril a 18 de Abril de 1989. '' Recebei, Senhor, na Glória do Vosso Reino, a vossa serva Ir. Gina Magagnotti que sempre alimentou a nossa Fé com o Pão da Palavra.''


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1 comentário:

  1. Anónimo5.2.09

    IRMÃ GINA MAGAGNOTTI foi a grande apostola da catequese no Patriarcado de Lisboa e não só. O Pe. Canas tinham nela o braço direito e muito mais. Foi uma grande mulher de Deus e do serviço à Catequese.

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