sábado, 24 de janeiro de 2009

PE. CORREIA DA CUNHA, O RENOVADOR

















‘’O Seminário dos Olivais transmitiu aos sacerdotes que formou esta convicção basilar: a verdade da Igreja exprime-se na maneira como celebra e reza. ‘’

+ Cardeal Patriarca D. José da Cruz Policarpo



O Pe. JOSÈ CORREIA DA CUNHA foi discípulo de Mons. Pereira dos Reis, grande inovador na área da liturgia em Portugal. O Pe. José Correia da Cunha sempre recordava o seu mestre pela riqueza de dons com que DEUS o tinha dotado – inteligência poderosa, profunda, ao mesmo tempo teórica e prática, dominada pelo bom senso, dons de vontade forte, serena, metódica e de muita sensibilidade e fino gosto. Além disso, Pe. Correia da Cunha passava férias todos os anos na República Federal Alemã. E estava por isso muito atento a tudo o que por lá se ia fazendo no âmbito da renovação litúrgica.


RENOVAÇÃO

Em SÃO VICENTE DE FORA, a comunhão era distribuída na Missa com as partículas consagradas na própria celebração.



A preparação do ofertório (pão) era iniciada 30 minutos antes do início da celebração, com a colocação de uma mesa no cruzeiro da igreja, que disponha de um pequeno cesto coberto com tecido branco com partículas e uma patena, onde cada participante com uma pinça colocava a sua oferenda de pão à medida que ia chegando para o acto litúrgico.

No ofertório eram levados ao altar as oferendas monetárias e a patena com as partículas para a consagração.

Nunca havia pretexto para se recorrer à reserva.































Dava-se início à liturgia da Ceia do Senhor, a refeição.

RENOVAÇÃO


Em SÃO VICENTE DE FORA, todos os dias, na comunhão eram distribuídas duas espécies: pão e vinho.

Segundo as palavras de Cristo: ‘’Tomai e comei, tomai e bebei’’

A comunhão do celebrante era efectuada após terem participado todos neste encontro íntimo com CRISTO.

O Pe Correia da Cunha era um protagonista da renovação Litúrgica na Igreja. O seu esforço era tornar a Liturgia mais vivida e responder às exigências da sua missão de evangelizar, servindo de uma forma mais dinâmica a Igreja e o seu rebanho.


Mediante estes sinais a nossa participação era contemplada com uma maior riqueza e plenitude do amor de Deus pelos homens.

A improvisação, rejeitando as fórmulas instituídas, era utilizada permanentemente pelo PE. Correia da Cunha como forma de transmitir, com maior rapidez e eficácia espiritual, a mensagem aos nossos corações.

As suas relações com outros clérigos eram difíceis, dada a mentalidade tradicionalista.

Era muito autónomo no seu múnus sacerdotal. Apenas lhe conheci dois amigos com quem privava mais profundamente: Pe. José Maria de Freitas, pároco da freguesia do Beato e o Pe. João Perestrelo de Vasconcelos, capelão do Arsenal do Alfeite e muito mais tarde nomeado pároco de Loures.

O Pe Cunha chegou a dizer que o Cardeal D. Manuel Gonçalves Cerejeira era um dos prelados mais abertos à renovação litúrgica. Como seu antigo fâmulo, também usufruía de certas liberdades. O apreço e carinho especial que o Cardeal possuía por ele permitiam-no exercitar toda a sua explosão interior de renovação nas práticas litúrgicas.

Passados 30 anos, todas estas mudanças lançadas por ele continuam por implementar, roubando-se assim às celebrações uma maior elevação que os nossos corações buscam.

Pe Correia da Cunha traduzia de uma forma muito simples o que era a missa:

- A REPETIÇÃO DA ULTIMA CEIA DE CRISTO –


Pe Correia da Cunha era um homem que procurava, sem se embrenhar em profundas teologias e tratados litúrgicos, uma forma muito simples traduzir pela vivência da vida quotidiana a festa da celebração eucarística. Uma refeição de família. A dona da casa nunca toma a refeição antes dos convidados. A lavagem da louça não é efectuada na mesa de refeições, logo a purificação dos vasos eucarísticos era realizada na mesa de apoio ao altar.


PE CORREIA DA CUNHA ERA UM CLÉRIGO FORA DO SEU TEMPO…

Continua…















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